
Saímos de Palmas ao acampamento no Jalapão logo após o café da manhã. A primeira etapa da viagem, de 300 km pelo asfalto, seria até Ponte Alta, de onde seguiríamos por estrada de terra até a noite chegar.

O dia estava muito quente, por isso a parada para conhecermos o Cânion Suçuapara foi muito bem-vinda. Ele fica escondido da estrada. A diferença de temperatura entre os barrancos, com um riacho de água fresca e cristalina correndo, era muito grande. Tudo era um convite para um banho no poço para refrescar o forte calor daquela manhã de maio. Ali, pudemos conhecer de perto uma vereda, que retém a água de chuva para liberá-la aos poucos durante a época de seca, evitando que a água dos rios fique muito baixa.

De volta ao caminhão, seguimos em frente até chegarmos a Ponte Alta, onde almoçamos e trocamos de caminhão, passando para um bem maior – e mais desconfortável também -, parecendo um tanque de guerra, mas preparado para as estradas de terra com buracos e areião. Comecei a gostar mais de tudo. O bacana desse caminhão é que ele tinha duas aberturas no teto que acomodavam quatro pessoas. Sentadas ali, podíamos olhar tudo do alto, com vento no rosto e nada na frente para bloquear a passagem.

E lá fomos nós, cercados por uma paisagem monótona, com vegetação baixa que crescia numa grande planície, com uma ou outra montanha no horizonte, afastando-nos cada vez mais da civilização. A imensidão e o isolamento do Jalapão são impressionantes. As distâncias entre os pontos turísticos, eu veria nos dias a seguir, são muito grandes.

Nosso destino final era o acampamento da operadora de turismo, à beira do Rio Novo, onde chegamos no começo da noite – depois de ter curtido o por do sol e termos visto a lua quase cheia subir no céu pelas largas janelas do caminhão. Não há luz no acampamento, por isso um dos acessórios na lista do que levar é uma lanterna, muito útil todas as noites.

Depois de determinado onde cada um ficaria, nos separamos para conhecer nossa lar pelos próximos dias. Eu estava muito cansada. A tenda é alta, com varanda, duas camas, vaso e pia, além de uma estante para acomodar roupas e outros objetos. Os banhos acontecem em outro local, com chuveiros separados para homens e para mulheres. A água quentinha vem das caixas com aquecimento solar, mas na verdade eu tomei banho frio todos os dias porque o calor era muito grande.
Terminado o banho, fomos jantar e, depois, ouvir as histórias e a programação do que faríamos no dia seguinte, compartilhadas pelo nosso guia, que era muito engraçado. Fui para a cama e apaguei, cercada pelo sossego de uma noite silenciosa e clara.
(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)
Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.
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– Jalapão, o incrível deserto brasileiro
– Canoagem no Rio Novo, Jalapão – dia 3 pela manhã
– Dunas do Jalapão – dia 3 à tarde
– Fervedouro do Jalapão – dia 4 pela manhã
– Cachoeira do Formiga, Jalapão – dia 4 à tarde
– Curtindo o acampamento no Jalapão – dia 5
– Cachoeira da Velha, Jalapão – dia 6

Olá, Aman, gostei muito do relato! Você pode me informar o nome the operadora de turismo que Você contratou, por favor? A melhor época de ir para lá é em maio mesmo, então? Obrigado e um abraço!
O chef era muito bom mesmo! Tudo o que ele fez naqueles dias foi delicioso. Tinha muita fome também que, de repente, intensificavam mais o tempero. Saudade de lá…
O chef era muito bom mesmo! Tudo o que ele fez naqueles dias foi delicioso. Tinha muita fome também que, de repente, intensificavam mais o tempero. Saudade de lá…
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O chef era muito bom mesmo! Tudo o que ele fez naqueles dias foi delicioso. Tinha muita fome também que, de repente, intensificavam mais o tempero. Saudade de lá…
Adorei o guia também. Especialmente o chef de cozinha! Maravilhoso na arte de cozinhar… ou era a fome the volta dos passeios? 🙂
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