
O dia amanheceu lindo e quente e antes do desjejum fui até a praia, pois faríamos canoagem no Rio Novo (um dos últimos rios de água potável no mundo) aquela manhã. Sua correnteza ali é suave e sua água é muito cristalina, com uma praia pequena de areia branca e uma área protegida para nadarmos. Vi um dos guias alinhando os caiaques na margem.

Fui tomar café da manhã. O refeitório, coberto com palha e construído próximo do rio (os funcionários diziam que iria mudar de lugar em breve) tinha uma mesa comprida e, em vez de paredes, era cercado com tela, e assim podíamos ver a paisagem. Dali, fomos todos à praia para recebermos instruções sobre a aventura que faríamos e também para nos equiparmos com capacete e colete para flutuação. Os caiaques abertos, coloridos, já estavam alinhados nos esperando.

Depois de treinarmos os movimentos da remada várias vezes, com correção quando necessário, cada um pegou um caiaque e ficamos por ali, treinando um pouco. Com todos prontos, começamos a descer o rio. Infelizmente, na época eu ainda não tinha uma câmera à prova d’água, como a que comprei depois (a Pentax Optio WG-2) para fotografar a turma descendo com aqueles caiaques de várias cores.

Foi muito legal curtir a suavidade do meu deslizando naquela água cristalina, abraçada pelo sol, pelo céu azul e pela vegetação preservada nas margens. Apesar da pouca correnteza, houve alguns tombos, mas os guias estavam atentos o tempo todo para ajudar e tudo era diversão. Pouco antes de finalizar, paramos num banco de areia bem pequeno para recebermos instrução sobre como cruzar o rio e a direção que deveríamos tomar. Aproveitei para nadar um pouco, pois a água estava convidativa, e depois lá fui eu.

A-do-rei essa superdivertida atividade e fiz tudo direitinho até… a última remada, quando também virei. As fotos que tenho dessa parte foram feitas por um dos guias, que ficou com as câmeras de todos para fotografar na saída e no final.

Com todo mundo de volta, guardamos tudo no caminhão e retornamos ao acampamento para almoçarmos e descansarmos antes da programação da tarde: conhecer as dunas e chegar bem perto da Serra do Espírito Santo, formação rochosa que se destaca na planície do Jalapão.
(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck, Janaina Vieira e guia Mauro)
Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.
Receba nossas novidades por e-mail. Para isso, é só preencher seus dados abaixo e clicar em “Enviar”. Ficaremos contentes de ter você em nossa lista!
Posts relacionados (clique nos títulos para acessá-los):
– Jalapão, o incrível deserto brasileiro
– De Palmas ao acampamento no Jalapão – dia 2
– Dunas do Jalapão – dia 3 à tarde
– Fervedouro do Jalapão – dia 4 pela manhã
– Cachoeira do Formiga, Jalapão – dia 4 à tarde
– Curtindo o acampamento no Jalapão – dia 5
– Cachoeira da Velha, Jalapão – dia 6

Ótimo texto.