
Em nosso segundo dia de caminhada e depois dos 16 km de sobe e desce (5 km do El Chileno até a bifurcação ao Refúgio Los Cuernos e, dali, mais 11 km), chegamos ao nosso destino (veja como foi esse dia em Circuito W, dia 2). Construído na base do maciço Paine, de frente para os chifres da montanha, de longe já deu para ver que o Refúgio Los Cuernos era maior que o El Chileno. E a paisagem ao redor dele também é lindíssima!

A trilha na chegada também termina numa ponte sobre um rio de degelo muito caudaloso que deságua no Lago Nordernskjold e, como no El Chileno, nele também não se pode entrar de botas.Feito o check-in, mochilas no quarto com 2 beliches, sendo um triplo, fui tomar banho. Eu estava muito cansada, mas também extasiada com tanta beleza que vi.

Os atendentes do refúgio eram mais simpáticos e mais cuidadosos com a limpeza do banheiro, por exemplo. Todo em madeira, o piso range muito na parte dos quartos. Ficamos em um de cuja janela dá para ver o maciço, mas por outro lado, também é voltado para a parte de trânsito externo das pessoas e para a área de confraternização ao ar livre (benditos protetores auriculares que usaria novamente).
Os do lado oposto têm as janelas voltadas para o rio – sem gente passando e com o som delicioso da água corrente. Eu queria ficar num deles, não foi possível trocar. As camas tinham lençol cobrindo o colchão e fronha no travesseiro, mas não havia cobertor nem saco de dormir. Fui pedir à atendente que, gentilmente, não só pegou 4 sacos de dormir para todas nós, como não me deixou carregá-los. Ela os levou até o quarto.
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A área de camping fica do lado da área de confraternização e, como no Refúgio El Chileno, as barracas são armadas sobre plataformas de madeira. Havia muitos trekkers nesse dia porque os acampamentos Britânico e Italiano estavam fechados por problema de contaminação e não era permitido acampar nos dois. Assim, muitas pessoas que vieram de Paine Grande para ficar por lá, voltaram ou seguiram até o refúgio.

Ali também há chalés para serem alugados, que ficam um pouco afastados do refúgio. Na foto acima, tive de fazer um recorte para mostrar a montanha em sua totalidade. De qualquer forma, os chalés ficam aos pés dela.

Com o maravilhoso Lago Nordernskjold no fundo do Los Cuernos, é impossível não ir até lá para vê-lo de perto e colocar ainda que só as pontas dos dedos em sua água geladíssima.


As janelas do restaurante são panorâmicas. Para qualquer lado, é tudo lindo!
O jantar foi servido às 19h30 e, como nos outros refúgios, teve pãozinho fresco, sopa, prato principal, sobremesa (pêssego em calda com creme de leite) e água à vontade. Pedi prato vegetariano de novo e comi purê de batatas com cogumelos e palmito.

Terminada a refeição, fiz minha higiene noturna (e o banheiro estava limpo, bem diferente do El Chileno) e fui direto pra cama, pregadíssima. No dia seguinte, o ritual de sempre: café da manhã, servido pontualmente às 7h30, almoço de trilha e botas pra que te quero.
A experiência no Refúgio Los Cuernos foi muito boa. Algumas horas e quase 14 km depois, seria a vez de conhecer o Paine Grande.
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Veja como são os outros refúgios:
(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)
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