Refúgio Paine Grande, Torres del Paine, Chile

Depois de caminharmos 13,1 km por 6h30min desde o Refúgio Los Cuernos (veja como foi em Circuito W, dia 3), de tomarmos chuva e de termos cambaleado ao sabor do vento patagônico, chegamos ao Refúgio Paine Grande sonhando com um banho quente e uma caminha bem confortável.
Pelo mapa do parque, dava pra ver sua localização: na beira do Lago Pehoé e entre montanhas. Mas o que o mapa não mostra é a beleza do conjunto e o impacto que ela causa quando tudo aquilo é visto pela primeira vez.

Na recepção, fizemos o tradicional check-in e uma atendente nos levou até nosso quarto no andar superior. Também construído em madeira, esse é o maior dos 4 refúgios, o mais organizado e o mais confortável. O quarto onde ficamos, por exemplo, é bem espaçoso, com apenas 2 beliches e uma janelona com vista para o acampamento. As camas tinham lençol, travesseiro com fronha e um cobertor supermacio.
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Tudo é grande nele: o restaurante (com janelões com vista para o lado e para as montanhas), os corredores, as salas para relaxar, também com vista, a antessala dos quartos, o banheiro e a área de camping. Há também acesso à internet – não utilizei, mas se não me engano custava 5.000 pesos chilenos por meia hora -, é possível carregar baterias e eletrônicos e tem até um bar com happy hour.

A movimentação de trekkers é grande, pois por ali passam os visitantes que vão ficar, os que vão seguir para o Lago/Geleira Grey, os que vão até o Refúgio Grey, os que vão começar o Circuito W em direção a Laguna Amarga, os que querem chegar aos acampamentos Italiano e Britânico, os que vêm do Refúgio Las Torres (como nós) e os que começam ou terminam o circuito completo do parque.

Três vezes por dia, o barco que vem de Pudeto e volta para lá ancora a poucos metros de sua entrada. A área ao seu redor é bem maior e para onde se olha a vista é incrivelmente linda.

Depois do banho, fiquei zanzando por ali, fiz fotos, curti a vista, fiz minhas anotações e conversei com minhas amigas e com outros trekkers. Como ainda era cedo, comi um sanduíche delicioso e subi para descansar um pouco.

Quando desci para jantar, fiquei surpresa com o esquema. Todas as comidas ficam colocadas ao longo do balcão e é só pegar uma bandeja, o prato e ir pegando as comidinhas. Tinha até salada e suco! Comi tudo, pois estava delicioso. Novamente, pedi prato vegetariano.

Depois do jantar, fui ver de perto a área de camping antes de subir para o quarto. Sempre dormia com o dia ainda claro, pois não aguentava ficar acordada além das 21h. Esse dia não foi diferente.

Na manhã seguinte, como faríamos a caminhada até o Mirante do Lago/Geleria Grey (veja como foi em Circuito W, dia 4), tínhamos de liberar o quarto. Assim, tomamos café da manhã e depois subimos para arrumar as mochilas cargueiras, que deixamos, etiquetadas, num quarto que fica no Minimarket, com entrada pelo restaurante. A pessoa que trabalha lá faz a recepção e a entrega das mochilas. Tranquilidade total porque para ir ao mirante não há necessidade de levar muitas coisas.

Fizemos o bate-volta, pegamos as mochilas cargueiras de volta e nos despedimos, caminhando depois até o píer para pegarmos o barco que nos levaria a Pudeto e, de lá, para Puerto Natales.

O maravilhoso trekking chegava ao fim.
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(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)
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