Chapada dos Guimarães, Mato Grosso

Igreja na praça principal de Chapada dos Guimarães - Foto: Amandina Morbeck.
Igreja na praça principal de Chapada dos Guimarães – Foto: Amandina Morbeck.

Depois da segunda visita ao Pantanal Mato-grossense, em fevereiro/2013 (veja como foi clicando aqui), estava planejado que, já que estávamos tão perto, minhas companheiras de viagem e eu faríamos um passeio até Chapada dos Guimarães, que fica a 60 km de Cuiabá (onde teríamos de passar para pegarmos o voo de volta a São Paulo).

Paredões como esse fazem parte da paisagem da Chapada dos Guimarães - Foto: Amandina Morbeck.
Paredões como esse fazem parte da paisagem da Chapada – Foto: Amandina Morbeck.

Eu já havia passado por lá uma vez, em 2009, mas foi muito rápido, e queria ver mais daquele lugar de natureza fantástica, com paredões de cor acobreada, vales, trilhas e cachoeiras. Uma prima minha, que mora em Cuiabá e adora a Chapada, foi conosco. Apesar de termos apenas um dia, combinamos de fazer alguns passeios para aproveitarmos aquela natureza linda, mas o tempo chuvoso, frio e com vento forte não ajudou muito. Cachoeiras, por exempo, ficaram de fora – à exceção da Véu de Noiva, mas essa é vista a distância. De qualquer forma, foi um dia gostoso. (Algumas fotos deste post foram feitas em 2009, sem chuva nem céu encoberto).

Cachoeira Véu de Noiva e sua queda de 86 metros de altura na Chapada dos Guimarães - Foto: Amandina Morbeck.
Cachoeira Véu de Noiva e sua queda de 86 metros de altura – Foto: Amandina Morbeck.

Saímos de Cuiabá logo cedo. Chegando à Chapada, com a chuva fina caindo, já começamos a curtir o visual dos altos paredões que fazem parte da paisagem de sua paisagem. Pouco antes de chegarmos à cidade, entramos à direita na placa que indicava a Cachoeira Véu de Noiva, um dos pontos turísticos mais visitados ali.

Parte da trilha que leva à Cachoeira Véu da Noiva na Chapada dos Guimarães - Foto: Amandina Morbeck.
Parte da trilha que leva à Cachoeira Véu da Noiva – Foto: Amandina Morbeck.

Descer ao poço onde deságua a queda de 86 metros é proibido desde 2008 por causa de um desmoronamento. Para vê-la, só a partir do mirante, onde se chega caminhando por uma trilha bem demarcada, de 500 metros, a partir da portaria. A entrada é franca e há um restaurante logo acima do mirante. E a paisagem é linda!

Mirante do Centro Geodésico - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Mirante do Centro Geodésico – Foto: Amandina Morbeck.

Ficamos lá um pouco, mesmo sob chuvisco, e depois continuamos a viagem. Quando chegados à Chapada havia parado de chuviscar, mas estava fazendo frio como nunca imaginei encontrar em Mato Grosso. Andamos um pouco por ali antes de pegarmos a estrada em direção ao mirante do Centro Geodésico, de onde se avista a vasta planície que se abre a frente. O lugar é lindo, mas ventava muito, muito forte. Ainda assim, ficamos um tempo por ali, fazendo fotos e vendo as nuvens escuras passarem bem baixo.

Queríamos seguir depois na rodovia em direção à Cachoeira da Martinha, mas com aquele tempo não dava mesmo.

Cachoeira da Martinha, que conheci em 2009 - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Cachoeira da Martinha, em foto que fiz em 2009 – Foto: Amandina Morbeck.

Pegamos a estrada de volta a Cuiabá e, como a fome já estava batendo, antes do primeiro trevo viramos à esquerda em direção ao Restaurante Morro dos Ventos, sugestão da minha prima. Ele fica dentro de um pequeno condomínio fechado também com linda vista pro vale.

Mirante Morro dos Ventos, na Chapada dos Guimarães, com Cuiabá bem ao fundo - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Mirante Morro dos Ventos, com Cuiabá bem ao fundo – Foto: Amandina Morbeck.

Depois de estacionarmos, andamos ao longo do paredão, protegido com cerca e com dois mirantes para curtirmos a vista. No maior deles, dá para ver duas quedas d’água à direita.

Entrada do Restaurante Morro dos Ventos na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Entrada do Restaurante Morro dos Ventos – Foto: Amandina Morbeck.

Voltamos e entramos no amplo restaurante bem-arejado e com janelas grandes que valorizam a paisagem ao redor. A decoração é bonita, com dois ambientes. No cardápio, pratos típicos com porções bem servidas (leia sobre o restaurante clicando aqui).

O que experimentamos no Restaurante Morro dos Ventos foi delicioso - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Janaina Vieira.
O que experimentamos no Restaurante Morro dos Ventos foi delicioso – Foto: Janaina Vieira.

Depois do almoço, voltamos pra Chapada e visitamos algumas lojinhas de artesanato. Há várias delas ao redor da praça. A chuva já tinha ido embora a essa altura, mas o vento frio não. Antes de voltarmos para Cuiabá, passamos para conhecer o mirante Alto do Céu e Ninho de Águias. E que lugar!

Mirante Alto do Céu, na Chapada dos Guimarães, tem uma das paisagens mais bonitas que já vi - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Mirante Alto do Céu, uma das paisagens mais bonitas que já vi – Foto: Amandina Morbeck.

Para chegar até ele é preciso pegar uma saída da rodovia Chapada-Cuiabá, passar do lado de uma base da Aeronáutica e seguir por uma estradinha de terra até a entrada. Ali, o proprietário da terra cobrou uma taxa por pessoa (R$ 10,00) e autorizou que seguíssemos até o estacionamento, de onde andamos uns 500 metros até a ponta do penhasco. Abaixo, um vale imenso, lindo que, com a luz do sol no fim da tarde, ficou ainda mais incrível. Dali, deu pra para ver Cuiabá e até uma porção do Pantanal.

Mirante Alto do Céu ao por do sol - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.
Mirante Alto do Céu ao por do sol – Foto: Amandina Morbeck.

Depois de curtimos a paisagem e de fazermos fotos, pegamos o caminho de volta. Saí da Chapada sabendo que não vi um décimo de seu maravilhoso parque nacional. Para quem vai a Cuiabá ou visita o Pantanal Mato-grossense, sugiro incluí-la no roteiro.

A maioria dos lugares só pode ser visitada com guia local. Há um centro de informações ao turista no centro da cidade, mas se você tiver mais tempo, o melhor é fazer o contato com agências de turismo com antecedência. Quiçá eu tivesse mais tempo para ficar e explorar essa bela região. 

(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


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