
Vou lhe contar como organizei para fazer o trekking no Circuito W em Torres del Paine.
Viajar é um dos grandes prazeres na minha vida, seja para lugares no Brasil ou no exterior, e cada viagem exige planejamento. Se for para ficar longe da civilização, respirando ar puro e em contato bem próximo com a natureza, melhor ainda. Não que eu não viaje para grandes cidades, mas me sinto melhor e mais integrada em ambientes naturais.
Na minha lista de lugares assim para visitar, estava o Circuito W. Depois de muitas pesquisas, de conversas com pessoas que fizeram o trekking e de juntar um dinheirinho, convidei 3 amigas e comecei a organizar tudo. Essa parte de planejar e organizar as viagens fica sempre sob minha responsabilidade e adoro fazer isso, pois começo a viajar antes. Naturalmente que, no destino, é possível mudar o planejamento, mas sair de casa sem saber direito para onde vai, onde vai ficar, o que pode ser feito no lugar etc. não é uma boa estratégia.

Por não querer que ficássemos acampadas, mesmo porque para 2 das minhas amigas seria a primeira experiência com mochila nas costas fazendo trekking, comprei os pacotes na FantasticoSur para ficarmos nos refúgios dentro do parque durante o roteiro, com as 3 refeições diárias incluídas, além do transporte de ida e volta de ônibus e de barco – Puerto Natales/Parque Torres del Paine. Depois, pesquisei para ver o que havia a mais para fazermos, aproveitando que já estaríamos por lá.
Incluí na lista, então, restaurantes bem recomendados por amigos e em guias e a visita à Isla Magdalena – para vermos sua população de mais de 120 mil pinguins. Teríamos, então, duas noites para ficarmos em Puerto Natales e mais um dia em Punta Arenas. Naturalmente que já saímos daqui com todas as reservas feitas e com disponibilidade de tempo, ainda que curto, para incluirmos alguma coisa nova que surgisse enquanto estivéssemos por lá. E foi o que aconteceu, pois a Cueva del Milodón não estava no programa inicial.
Quando viajo, geralmente procuro fazer o máximo possível naquela área, pois não sei se e quando voltarei lá.

Comprei nossas passagens aéreas São Paulo/Punta Arenas/São Paulo (com conexão em Santiago) e, com a data marcada para a viagem, intensifiquei minhas atividades físicas, pois os músculos das pernas, das nádegas e das costas, principalmente da lombar, são muito exigidos num trekking em terreno irregular com subidas e descidas. Sedentarismo ou pouco preparo físico não combina com atividades mais intensas em lugares inóspitos. Falei para as minhas amigas fazerem a mesma coisa.
Na noite anterior à partida, arrumei minha mochila com o mínimo necessário, deixando-a com 10 kg, incluído o peso dela (clique aqui e veja o que levei).
No iPhone, usei o aplicativo Evernote para as anotações de endereços dos lugares onde ficaríamos hospedadas, de restaurantes e de cafés, mapas das duas cidades e do Parque Torres del Paine com o roteiro do trekking, além do mapa altimétrico da trilha, e números de telefones de emergência. Ele é muito prático e fácil de mexer e separei tudo por assunto/local. Mas como sou prevenida, as informações mais importantes também anoitei em meu Moleskine, que uso como diário de viagem. Equipamentos eletrônicos podem pifar, a bateria pode acabar e não ter como carregar etc.

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Com tudo pronto e muita ansiedade, finalmente chegou a hora de embarcar – dia 11/1/2013 às 16h30 – num voo saindo do aeroporto de Guarulhos. Nesse mesmo aeroporto, aterrissamos de volta no dia 19 às 13h, megacansadas, mas com o coração superfeliz, com inúmeras lembranças maravilhosas, muitas histórias para contar e, para mim, ainda extasiada com tanta beleza natural num só lugar. Na verdade, o mais lindo que já visitei até hoje.

O que vivenciei nesses dias superou todas as minhas expectativas. Espero que você curta meu relato e que, se e quando puder, que vivencie tudo aquilo também. Nos posts abaixo, você verá como foi o trekking e todas as outras coisas que aconteceram.
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(Texto e fotos: Amandina Morbeck)
Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.
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