
Viajar é uma ótima oportunidade para refrescar a mente, vivenciar outras culturas e absorver novos conhecimentos, mas fazer má escolha do local de hospedagem pode tornar o que seria uma prazerosa experiência de descanso e de renovação num imensurável desgaste.

Fiz poucas viagens mundo afora, mas o suficiente para aprender que ficar num bom hotel com melhor localização, na maioria das vezes é sinônimo de preço elevado sem garantia de bom atendimento e de boa acomodação. Reservar uma suíte em hotel é bem prático, principalmente para quem não fala inglês; por outro lado, é extremamente mecânico e impessoal. Se a ideia é ter novas experiências, por que não escolher uma forma alternativa de hospedagem?

Hoje em dia existem diversas opções de acomodações temporárias e, com a ajuda da internet, é muito fácil pesquisar, negociar sua estadia e fugir do lugar comum sem estourar o orçamento. Sempre que viajo, minha maior prioridade é saber se terei um bom chuveiro quente e uma cama confortável. Havendo isso, o restante a gente improvisa e se adequa facilmente.

Entre as variadas modalidades de hospedagem alternativa é possível encontrar opções mais baratas do que ficar em hotel, como couch surfing, um sistema de troca de hospedagem em que geralmente não há cobrança; é uma espécie de escambo entre viajantes cuja moeda de troca é a disponibilização de alojamento. Nessa modalidade, nem sempre há garantia de espaço com grande conforto. Há também a opção de bed and breakfast, em que você aluga um quarto em apartamento ou casa compartilhada. Também é mais barato do que ficar em hotel, mas nem todo mundo está disposto a alternativas tão despojadas. Já alugar uma casa ou um apartamento inteiro, mobiliado e equipado, é uma possibilidade de ousar sem abrir mão do conforto e da privacidade. Acaba saindo equivalente ao valor de ficar em um hotel, com a vantagem de ser possível vivenciar um pouco da rotina do lugar como se você fosse um morador. Sem falar que você pode tomar café da manhã sem precisar tirar o pijama!

Nas duas últimas vezes que viajei aos Estados Unidos, 7 dias em Chicago e 15 em Nova York, resolvi experimentar uma dessas “novidades”. Durante minha pesquisa para escolher um espaço com bom custo-benefício, constatei que existem inúmeros serviços on-line que anunciam esse tipo de estadia. Para minimizar ao máximo o risco de entrar numa enrascada, busquei informações, elogios e reclamações sobre todos e no final acabei simpatizando com o Airbnb – uma comunidade on-line para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações. Em suma, posso dizer que é a versão do Facebook para viajantes. Assim, optei por alugar um apartamento inteiro e me surpreendi. Confesso que na primeira vez fiquei bem apreensivo, com receio de entrar numa fria, mas deu tudo muito certo.

Uma grande sugestão para que tudo ocorra bem é, após ter pré-selecionado algumas opções, ler as revisões deixadas por quem já se hospedou anteriormente no local escolhido. Como é o site que administra o conteúdo, ele mantém todas as críticas positivas e negativas sobre hóspedes e anfitriões. Escolha entre os que não têm reclamações. Minhas duas experiências de reserva pelo Airbnb foram bem-sucedidas, os anfitriões foram extremamente acessíveis para negociarmos a flexibilidade nos horários para check-in e para check-out, deram dicas de atrações locais e estavam sempre de prontidão para responder minhas mensagens.

A negociação da reserva é feita diretamente com o proprietário, mas o pagamento é administrado pelo site e só é liberado ao locador após 24h do seu check-in. Isso acaba gerando segurança para ambas as partes, porque o dono do local não corre o risco de ficar sem receber e quem alugar, se chegar ao local e constatar que não foi bem aquilo que reservou, poderá cancelar dentro desse prazo (24h) sem precisar pagar pela reserva.

A localização dos dois apartamentos – lembrando, em Chicado e em Nova York – eram excelentes. Mesmo não sendo totalmente central, havia fácil acesso ao trem e ao metrô, em ambos a vizinhança era muito tranquila e os anfitriões foram absolutamente prestativos. Valeu a pena arriscar vivenciando esse outro modo de hospedagem. A sensação é que tive foi de realmente morar na localidade, o que me deixou com mais a vontade de querer ficar um pouco mais.

Em minha próxima viagem a hospedagem alternativa continuará a ser minha primeira opção. E você, como escolhe a sua?
Assista ao vídeo: Sobre New York city.
(Texto e fotos: Kleber Carvalho)
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Marcela, que legal saber que fez a experiência aqui no Brasil! Em minha próxima viagem nacional vou pesquisar hospedagem pelo Airbnb. Acredito que as opções são mais limitadas, mas é bacana saber que a coisa vem dando certo por aqui também 🙂
Adorei o post! Já usei o Airbnb para uma viagem que fiz ao Rio de Janeiro esse ano e adorei. Aluguei um apartamento em Copacabana por dez dias e foi tudo incrível. Do preço à negociação com o proprietário, acomodações e localização. Uma experiência maravilhosa e vantajosa que pretendo repetir em minhas próximas viagens. 🙂
Adorei o post! Já usei o Airbnb para uma viagem que fiz ao Rio de Janeiro esse ano e adorei. Aluguei um apartamento em Copacabana por dez dias e foi tudo incrível. Do preço à negociação com o proprietário, acomodações e localização. Uma experiência maravilhosa e vantajosa que pretendo repetir em minhas próximas viagens. 🙂