
Nem o frio, o céu nublado e a garoa que ia e vinha me seguraram e lá fui eu, na manhã do dia 27/7 passado, participar do lançamento e da degustação do OLIQ, o azeite de oliva da Mantiqueira. E que bom que fui! Primeiro, porque valorizo demais o que é produzido nessa parte do Brasil, onde moro e adoro! Segundo, porque muitas pessoas que cultivam a terra por aqui o fazem de forma quase artesanal e há uma parcela grande que o faz de forma orgânica. Terceiro, porque eu estava curiosa para experimentar esse azeite extravirgem e conhecer sua história. E como todos os convidados, fui recepcionada de forma afetuosa e com um de-li-ci-o-so café da manhã que deixou saudade – com queijo, bolos, biscoitos, café, sucos etc., tudo feito por moradores da região.

Bom, agora vamos falar sobre o OLIQ. Feito de forma artesanal, ou seja, nada de superquantidade, ele foi rebatizado, pois já era produzido pela Fazenda São José do Coimbra desde 2011 e comercializado como Coimbra da Mantiqueira. A partir da safra deste ano, mudou de nome e começou a ser extraído na Fazenda Santo Antonio do Bugre, um dos lugares onde são plantadas as oliveiras, no Bairro Cantagalo no município de São Bento do Sapucaí (SP).

Para fazer o OLIQ são utilizadas quatro variedades de azeitonas – Arbequina e Arbosana (espanholas), Grappolo (italiana) e Maria da Fé (brasileira) – e o resultado são produtos com acidez menor que 0,2% e características que variam de sabor frutado a suave amargor e leve picância para diferentes propósitos culinários e, claro, paladares.
Degustação do OLIQ

Fiz a degustação dos três monovarietais (Arbequina, Arbosa e Grappolo) e também do blend, uma combinação com Arbequina, Grappolo e Maria da Fé, que acabou sendo meu preferido. É muito interessante ver um produto nacional recriando a tradição milenar do azeite, só que mergulhada na cultura do interior dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais, em áreas montanhosas acima de 1.000 metros de altitude.

Minha opinião sobre o OLIQ nada tem de expertise, restringindo-se, pois, ao “gosto/não gosto”, mas a do azeitólogo ou estudioso em azeites, Marcelo Scofano, é beeeeeem diferente. Ele acompanhou a produção a partir da safra 2013 que, em sua opinião, já tinha apresentado excelentes resultados e, em 2014, colabora com o lançamento da marca, fazendo degustações de todas as amostras e descrevendo suas características sensoriais, como fez com o monovarietal OLIQ Alberquina: “Frutado leve com aromas de frutas maduras e notas de maçã e de banana e levemente herbáceo. Em boca, é agradável, com evidente sabor de frutos secos, nozes, amêndoas, com pouco amargor, ausência de picância e alguma persistência”.
Lagar para extração do OLIQ

Para extração do azeite, os sócios-proprietários do OLIQ, Antonio Gomes Batista, Maria Cristina Vicentin e Vera Masagão Ribeiro, construíram um lagar – local onde a parte líquida é separada da sólida – com toda a tecnologia necessária para obtenção de um excelente produto. Com isso, não será mais preciso, por exemplo, transportar as azeitonas para outro lugar após a colheita; como são muito sensíveis, o manejo e o tempo entre a colheita e a prensagem contam muito para a qualidade final do produto.
Mas o que significa é esse “tal de extravirgem” quando falamos de azeite de oliva

Significa que o azeite foi obtido na primeira prensagem a frio das azeitonas, sem passar por nenhum tipo de refino químico ou de mistura. Seu teor de acidez é mais baixo e quanto menor esse percentual, limitado a 1%, menos ácido ele é (no caso do OLIQ, por exemplo, é de 0,2%) e maior é sua concentração de gordura saudável (mono e poli-insaturadas). Além disso, o sabor e o aroma são mais acentuados e o grau de pureza é mais alto, aumentando sua qualidade gastronômica, principalmente na finalização de pratos, como saladas.
Comercialização
Se você ficou em interessado em experimentar o produto e não encontra o produto em sua cidade, clique aqui para enviar um e-mail à empresa. Em breve, o site estará no ar com todas as informações sobre ele. Para curtir a página no Facebook, acesse aqui.
Por fim, nada como um merecido brinde para celebrar a chegada do OLIQ!

Mais imagens da Fazenda Santo Antonio do Bugre no dia do lançamento:



Texto e fotos: Amandina Morbeck
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