
Começo este post, Explorando a Transpantaneira entre os kms 100 e 130, lembrando o quanto a natureza no Pantanal é maravilhosa, com pássaros saudando o nascer do novo dia com sua cantoria maravilhosa, vinda de todas as direções. É uma delícia acordar assim! Apesar da chuva forte que caiu naquela noite, o dia amanheceu seco e quente. No terceiro dia de passeio (veja o começo dele em Pantanal Mato-grossense na cheia), aproveitei para gravar um pouco esses sons. Como não faríamos passeio de barco, pude acordar mais sossegadamente, sem precisar sair logo do chalé – sim, tive de ficar dentro dele por causa dos mosquitos. (Leia sobre os passeios fluviais Passeios de barco no Pantanal Mato-grossense na cheia.)

Depois do desjejum, saímos – o guia, Eduardo, uma de minhas amigas e eu – para explorarmos uma porção da Transpantaneira naquela manhã para observarmos animais e aves. E vimos mesmo várias espécies que ainda não tínhamos avistado, como patos selvagens, marrecos, uma jaguatirica que atravessou a estrada e viuvinhas, entre outras.

Entramos numa estrada transversal à Transpantaneira e começamos a ver pegadas de uma onça-pintada solitária que havia andado por ali depois da chuva. Acompanhamos seu caminho: um pouco na estrada, depois entrava no mato, depois reaparecia em outro ponto.
Voltamos à Transpantaneira e logo depois começamos a ver mais rastros. Encontramos um vizinho do Eduardo, chamado Celso, e ele disse que havia rastros ao redor de sua propriedade também. Impossível afirmar se era a mesma, mas uma onça-pintada havia caminhado por lá também após a chuva. Para eles, nada daquilo era novidade – embora o Celso evite sair sozinho à noite e a pintada sempre passe por sua casa; para mim, era tudo fantástico.

À tarde, fizemos outra exploração pela estrada e no alagado, ao lado da casa abandonada, encontramos novas pegadas. O Eduardo colocou sua mão aberta do lado de uma delas e a diferença de tamanho era mínima. Ficamos ali um pouco, ouvindo as corujas e quando chegamos de volta ao lodge já estava quase escuro. Consegui fotografar a lua quase cheia, no alto bem frente à entrada do lodge. Seria a última noite de mais uma viagem inesquecível no Pantanal Mato-grossense.

Na manhã seguinte, saímos por volta das 5h30 e vimos o sol nascer quando estávamos na Transpantaneira. Quando o dia clareou, ainda vimos alguns bichos antes de deixarmos toda aquela beleza para trás. Seguimos em direção a Cuiabá, de onde, no dia seguinte, nos deslocaríamos até outro belo ponto turístico de Mato Grosso – Chapada dos Guimarães. Mas isso é outra história.

(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)
Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.
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