Um pouco sobre o Pantanal

No Pantanal Mato-grossense a vida acontece onde tem água - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

No Pantanal Mato-grossense a vida acontece onde tem água – Foto: Amandina Morbeck.

“No Pantanal ninguém pode passar régua.
Sobremuito quando chove.
A régua é existidura de limite.
E o Pantanal não tem limites.
Aqui, bonito é desnecessário,
Beleza e glória das coisas o olho que põe.”

Manoel de Barros, poeta pantaneiro

Na época da seca, os jacarés são vistos mais facilmente - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Na época da seca, os jacarés são vistos mais facilmente – Foto: Amandina Morbeck.

Com uma introdução como essa, tão poética, fica até difícil fornecer dados sobre essa bela região. De qualquer forma, as informações aqui são apenas uma pincelada.

Com 210 mil km2 espalhados pelo Brasil, pelo Paraguai e pela Bolívia, o Pantanal é uma grande planície de inundação – e um grande zoológico a céu aberto. No território brasileiro, ocupa 140 mil km2 divididos entre Pantanal Norte ou Pantanal Amazônico (Mato Grosso, 35%) e Pantanal Sul ou Pantanal Maior (Mato Grosso do Sul, 65%), com altitude média de 100 metros. Na divisa entre os dois Estados, ao longo do Rio Cuiabá, localiza-se o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, criado em 1981.

Rio Cuiabá, que divide os Estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Rio Cuiabá, que divide os Estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul – Foto: Amandina Morbeck.

Considerado pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, tem fauna variada, com centenas de espécies de peixes, de aves (inclusive seu símbolo é o tuiuiú) e de mamíferos que encantam os visitantes, em sua maioria estrangeiros. A maior parte dos brasileiros ainda veem o Pantanal apenas como um grande pesqueiro.

Voos solitários, revoadas, o caminhar lento do tuiuiú, o jacaré escorregando para dentro da água, os cantos dos pássaros e os sons da natureza, entre tantas outras nuances, tornam esse lugar muito especial.

Transpantaneira na época das chuvas - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Transpantaneira na época das chuvas (fevereiro) – Foto: Amandina Morbeck.

Com temperatura mais alta a maior parte do ano, suas estações são marcadas por 3 fases:

– cheia, de dezembro a março, quando as chuvas de verão enchem os rios e sua planície, fazendo com que a observação de animais e de aves não seja o foco; os passeios de barco são mais indicados, mas há muitos mosquitos. No caso das aves, à exceção das garças, a maioria das outras migram para lugares mais altos e mais secos;

– vazante ou estação intermediária, de abril a junho, quando cessam as chuvas e a água começa a baixar;

– seca, de julho a novembro, é a época mais recomendada para ecoturismo. Com pouca água, a vida selvagem concentra-se onde ela existe – nos rios, em poças e em pequenas lagoas espalhadas. Os jacarés ficam em evidência e os ninhais, com uma profusão de aves, são um espetáculo à parte.

Transpantaneira na seca (agosto/2009) - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Transpantaneira na seca (agosto) – Foto: Amandina Morbeck.

Ao longo das duas estradas que atravessam o Pantanal em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul os visitantes encontram pousadas e hotéis que oferecem pacotes para quem apreciar toda a sua beleza bem de perto, com atividades como caminhadas, cavalgadas e  passeios de barco para observação de animais e safáris fotográficos.

Há muitas espécies de aves no Pantanal - Um pouco sobre o Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Há muitas espécies de aves no Pantanal – Foto: Amandina Morbeck.

A vida pulsa em toda a planície e uma pequena parte dela pode ser observada por nós. Veja abaixo os dados sobre as espécies que habitam o Pantanal de acordo com a World Wild Fund for Nature (WWF) Brasil. Os números  impressionam:

– 1.032 de borboletas;

– 656 de aves;

– 159 de mamíferos;

– 325 de peixes;

– 53 anfíbios;

– 98 de répteis;

– 3.500 de plantas.

(Fontes para coleta desses dados:

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/bioma_pantanal/especies/

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/)

(Texto e fotos: Amandina Morbeck)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


Receba nossas novidades por e-mail. Para isso, é só preencher seus dados abaixo e clicar em “Enviar”. Ficaremos contentes de ter você em nossa lista!


Posts relacionados (clique nos títulos para acessá-los):

– Não existe apenas um Pantanal

– Pantanal Mato-grossense na seca

– A Transpantaneira

– Pantanal de Mato Grosso do Sul na seca

– A estrada-parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul

– Pantanal Mato-grossense na cheia

– Passeios de barco no Pantanal Mato-grossense na cheia

– Explorando a Transpantaneira entre os kms 100 e 130

– Tuiuiú, o símbolo do Pantanal


Comments

comments

One comment

  1. Alice Aparecida on 22/09/2015 at 18:21 said:

    adorei

Comente este post

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *