Sonhos, escolhas e mudanças

Essa era a vista que eu tinha todos os dias morando em São Paulo.

Essa era a vista que eu tinha todos os dias morando em São Paulo.

Hoje, escreverei algo mais pessoal, sobre sonhos, escolhas e mudanças – e o post vai ser longo. (rs) Falar sobre isso aqui no Viajando com Aman tem um motivo, pois a opção de mudar da maior cidade do País para viver na roça começou a bater fortemente a partir de uma viagem de lazer  – aqui e em outros locais onde estive, ouvi histórias parecidas de pessoas que deram uma guinada na vida, mudando-se depois para o lugar que conheceram durante uma visita.

Com o passar do tempo, esse sonho foi concretizando-se até que, finalmente, o dia tão esperado chegou e deixei de compartilhar o espaço com milhões de pessoas apertadas nas ruas, em prédios comerciais e residenciais, em transportes públicos, em lojas, em restaurantes etc., para me sentir mais viva e feliz num município gigante com menos de 5.000 habitantes na Serra da Mantiqueira onde, além dos moradores locais, encontrei outras pessoas que fizeram a mesma opção de vida.

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Essa é a vista que tenho todos os dias na roça.

São Paulo é uma cidade de antagonismos, pois em meio a tanta feiura, a tanta violência, a tanta poluição, a tanto estresse, a tantos congestionamentos, a tanta indiferença entre seus moradores e a tanta exploração em relação ao custo de vida, também oferece o melhor em entretenimento, em saúde em geral, em cultura, em gastronomia, em educação acadêmica, em facilidade para se comprar qualquer coisa e em opções de lazer, para citar apenas alguns aspectos. Em meio a essa loucura que é a Pauliceia Desvairada, fiz amigos incríveis, pessoas que quero que façam parte da minha vida até eu morrer, incluindo muito especialmente meu grande amor, que nela nasceu, cresceu, estudou, trabalhou (e ainda trabalha) e, felizmente para mim, me achou. Amor e amizades estão no topo da lista do que realmente vale a pena para mim, do que faz meu coração balançar, do que dá a pitada essencial para minha existência. Por outro lado, sou muito independente e minha jornada de vida sempre encarei como de minha única e exclusiva responsabilidade.

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Há lugares incríveis em São Paulo, como o Centro Cultural Banco do Brasil. Chegar até ele, porém, é outra história.

Quando mudei para Sampa, no fim de 2002, sabia de antemão que era por tempo limitado. Eu tinha planos para nela viver, mas não conseguiria sobreviver no ambiente dessa cidade maluca por muito tempo. Não há nada de errado com ela, se pensarmos em tudo o que aconteceu para que crescesse assim. Ela é o que é e eu nunca coloquei minha felicidade na dependência de mudanças que pudessem acontecer nela. Não faz sentido para mim essa história de querer mudar a realidade ao redor para servir aos nossos interesses. Nesse aspecto, no meu caso há apenas duas possibilidades: sair fora em busca daquilo que fala mais ao meu coração ou ficar e fazer as mudanças internas necessárias para conviver o melhor possível com o que tenho naquele momento. A segunda opção foi prevalente por exatos 11 anos, tempo em que consegui lidar bem com minha insatisfação em relação a São Paulo. Mas foi chegando aquele momento da explosão, já não dava mais, eu comecei a reclamar demais, a não querer sair para fazer qualquer coisa nela e todo fim de semana queria sumir para algum lugar onde eu pudesse ficar próxima da natureza. Olhar o horizonte e me ver mergulhada na poluição estava me desesperando e para amenizar o barulho, o quarto e o home office do apartamento tinham janela antirruído. E mais: grande parte do meu tempo estava sendo gasto em planejamento de viagens.

No dia que peguei esse congestionamento, demorei 2 horas para percorrer 19 km!

No dia que peguei esse congestionamento, demorei 2 horas para percorrer 19 km!

Conheço muitos lugares no Brasil, muitos mesmo. Em vários deles, tive vontade de morar, mas a vontade não prevaleceu. E nenhum fez meu coração bater mais forte como essa pequenina cidade no sul de Minas Gerais chamada Gonçalves. Não é porque é montanhosa, pois conheço outros lugares assim; não é porque é tranquila e tem zero de poluição, pois conheço outros lugares assim; não é porque tem verde, pois conheço outros lugares assim. Enfim, não é só por questões externas que escolhi Gonçalves. Algo nela me cativou de um jeito inexplicável desde a primeira visita. Sim, foi amor à primeira vista. Simples assim.

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Nesse dia, perdi uma reunião superimportante por ter ficado presa na Av. Brigadeiro Faria Lima.

Os anos, cinco para ser mais exata, foram passando entre idas e vindas de Gonçalves para São Paulo, que foram se intensificando, veio uma tentativa de mudança que não deu certo, novos ajustes nos planos até que, finalmente, no fim de 2013 a mudança se concretizou. Agora, moro na zona rural a poucos quilômetros da cidade. E ter alguém para compartilhar esse sonho e essa mudança foi muito especial.

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Essa é a Casa Amarela, meu novo lar na montanha.

E aí vem essa questão na qual quero focar: mudanças exigem comprometimento pessoal mesmo! Ouvi e ouço até hoje que fui muito corajosa, que “estava podendo” (?), que sou “abençoada” por viver num lugar assim, que a pessoa “gostaria de fazer a mesma coisa, mas ainda não dá, tenho de aposentar, tenho de cuidar disso e daquilo, tenho de…, tenho de…, tenho de…”. Bom, na verdade, quando a pessoa não quer de verdade ou não consegue dar o passo e fazer as mudanças que precisa, desculpas não faltam.

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Gonçalves é essa “coisa minusclinha” encravada na montanha.

Mas algo que muita gente esquece é que, independentemente de planejamento, é preciso ter consciência de que ao escolhermos um caminho, deixaremos de trilhar aquele conhecido e teremos de nos adaptar ao novo. De nada adiantaria, por exemplo, eu morar nessa cidadezinha com apenas 1.500 habitantes na zona urbana e 3.400 na zona rural desejando as facilidades de São Paulo: internet de alta velocidade, delivery, farmácia ou conveniência 24 horas, shopping centers, cinemas, teatros, minha dentista a poucos minutos de distância, a padoca no meio do quarteirão, o laboratório de minha preferência para exames de rotina e para check-up anual, a oficina que cuida do meu carro como eu gosto etc. Isso, sem falar na convivência com os amigos.

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Esse túnel de árvores é a entrada da Casa Amarela.

Pois bem, quantas vezes por mês (nem falo por semana) eu costumava ir ao cinema ou ao teatro ou a um shopping center em São Paulo? Às vezes, nenhuma. Porque detesto pegar trânsito e não temos como escapar disso na Pauliceia, principalmente nos horários em que as pessoas saem para divertir. Meu bom humor geralmente acabava no caminho entre um ponto e outro a partir da minha casa. Dentista, consultas, laboratório, carro, médico – quantas vezes preciso num ano? Bem pouco, felizmente. Portanto, pelo menos com a minha condição física atual não justifica eu morar em Sampa por causa disso. No fim das contas, a distância que separa as duas cidades é de apenas 200 km, então, se quero aproveitar um evento na capital ou quero fazer compras ou quero visitar amigos, é muito fácil o deslocamento. Mas tenho de ser sincera que só viajo a Sampa por necessidade. Nesses nove meses, nunca me propus a ir até lá por outro motivo. Não sinto a mínima falta dessas “facilidades” ilusórias que a cidade grande oferece. No interior também tem supermercados, padarias, farmácias, restaurantes, pastelarias, postos de gasolina, lojas de conveniência, sorveteria, açaí (que adoro!), hortifruti, produtos sem agrotóxicos, correios, lojas de materiais de construção, lojas de artesanatos, café, livraria, lotérica, academia, táxis, escolas.

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O Vale do Lambari oferece uma das paisagens mais lindas da região e fica na entrada da cidade.

Mas o que MAIS ganhei com essa mudança? Você já viu algumas fotos antes de chegar até este ponto e verá outras abaixo. Há tanto de valor para mim neste lugar, mas vou listar um tanto delas, como ar puro; muito, muito, muito verde; cachoeiras (moro a 400 metros de uma); montanhas; água de mina; belíssimas paisagens; novos amigos que hoje me são tão queridos e com quem convivo muito mais até do que com os antigos de Sampa, onde tudo é tão corrido que não sobrava muito tempo para visitas; caminhadas morros acima e abaixo; vizinhos superlegais com quem compartilho tanto; não encontro pessoas estressadas; silêncio ou apenas sons da natureza; céu estrelado de verdade, que dá para ver claramente a Via Láctea; poder curtir a lua cheia em sua plenitude, sem nada para competir com sua luz; acordar com canto de pássaros e me emocionar com a cantoria das seriemas (ouça no vídeo ao fim deste post) ou com a revoada escandalosa das maritacas; o prazer de ouvir e de ver a chuva caindo; uma nova amiguinha pela qual me apaixonei perdidamente, a Pipoca – eu nunca havia tido um cachorro na minha vida – e é muito legal vê-la curtir todo esse espaço que tem; ter mais tempo para namorar; morar numa casa térrea (adeus, apartamento!) que, apesar de antiga, é muito confortável; poder trabalhar com mais sossego e, quando fico cansada, sair no jardim para curtir o visual, fazer uns alongamento e voltar renovada ao computador; aprendi a plantar, a cuidar de rosas e de flores e a aparar a grama do jardim com cortador de grama e também com roçadeira; descobri que a vida do homem do campo é muito dura e muito incerta, pois o sucesso do seu trabalho depende de algo tão instável, o clima, e isso me fez valorizar bem mais tudo aquilo que cresce graças às mãos de um agricultor; fiz um curso de pedreiro; descobri que existem tantas formas de vida diferentes o tempo todo ao meu redor, pois são muitos pássaros, muitos insetos, muitas borboletas, alguns beija-flores, muitas aves, muitos animas, como os macacos que vivem numa mata perto de casa e fazem uma algazarra danada pela manhã; também descobri que tinha muito medo de escuro e só na roça é possível perceber o que a escuridão significa nas noites sem lua – hoje, estou mais tranquila; já sei diferenciar o som feito pelas gralhas e o que vem dos tucanos e reconheço o canto do pássaro preto; aprendi que algumas hortaliças e alguns temperos não gostam de ser regados todos os dias; é muito bom pegar o carro e seguir por uma estrada de terra para descobrir novos lugares ou para comer num restaurante rural ou para ir ver o por do sol; é fantástico ter tempo para observar como é interessante a impermanência refletida nas flores e nos frutos que vão e voltam na época certa (agora, por exemplo, as amoreiras estão carregadíssimas, mas até há poucas semanas eram as cerejeiras que explodiam com suas flores cor-de-rosa); na maioria dos dias o céu é azul demais, limpo, sem nuvens; as noites frias pedem lareira acesa e caldo quente; na cidade, cavalos e cavaleiros compartilham as ruas com automóveis; crianças caminham tranquilamente para ir e para voltar da escola… Tudo isso e muito mais. Colocando na balança, não tenho dúvida alguma, nem por um milésimo de segundo, de que o que ganhei com essa mudança é infinitamente melhor e mais relevante do que o que eu tinha morando em São Paulo. E agora os amigos paulistanos têm um lugar gostoso para visitarem de tempos em tempos. E quando aparecem, são sempre bem-vindos e curtimos muito a companhia uns dos outros para matar a saudade.

A grandona é a Pipoca e o outro é seu amigo Chiquinho.

A grandona é a Pipoca e o outro é seu amigo Chiquinho.

Os anos passam muito rápido. Nunca acreditei nessa história de que “no dia que eu aposentar, vou..,”. O aqui e agora é tudo o que tenho, tudo o que nós todos temos. Inclusive, já joguei muitas coisas pro ar nesses anos todos de vida para recomeçar do zero da forma que eu sentia que fazia mais sentido para mim. Sempre bate um medinho de deixar o que é conhecido e mais cômodo, mas ele não me domina, pois não sei viver pela metade.

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Lareira para as noites frias.

Nunca consegui ficar incomodada com alguma coisa por muito tempo, pois a ilusão de futuro, “de um dia lá na frente” para fazer alguma mudança é uma mera criação mental. Pode ser que esse dia chegue, pode ser que não – tanta gente que conheci e já se foi deste planeta sem realizar metade do que diziam querer. Por outro lado, se esse dia planejado chegar, não há garantia alguma que terei saúde, disposição, vontade, energia e vitalidade para fazer uma história diferente, para “finalmente” realizar os sonhos que foram anteriormente adiados de novo e de novo. Futuro é sempre incerto. Ponto!

Nada interfere na luz da lua cheia em noites de céu limpo.

Nada interfere na luz da lua cheia em noites de céu limpo.

Por isso, quando ouço as pessoas comentarem sobre minha decisão, só posso responder assim: exigiu coragem, sim, mas é uma escolha como outra qualquer. Nunca comprei essa ideia de não poder fazer isso ou aquilo (a não ser em casos extremos que envolvem saúde, pois sem ela realmente ficamos muito limitados) por causa de coisas externas ou por causa dos outros. Tudo pode ser apenas desculpas que usamos para nos afastarmos dos nossos sonhos.

Quando ouço as histórias de pessoas que vieram de cidades como São Paulo, Campinas, Itacaré e Santana de Parnaíba, entre outras, para morar em Gonçalves também, não tem nenhuma tipo: “Papai me deixou uma herança e daí eu vim pra cá curtir”, “Minha família/meus filhos me sustentam”, “Ganhei na loteria” e outras afins. Elas tiveram coragem e encontraram maneiras de realizar o sonho, algumas até mudando de profissão. Sim, há alguns aposentados também, mas isso não quer dizer muito, pois conheço tantos nessa situação que continuam vivendo a mesma vidinha, repetindo continuamente que não podem fazer mais nada diferente, que não têm mais saúde, que é tarde demais para fazer algumas coisas – meus pais foram exemplos disso e morreram muito infelizes… Como li outro dia numa postagem feita no Facebook pelo Julian Lennon, filho do ex-Beatle John Lennon: “Antes que a verdade te liberte, você precisa reconhecer qual mentira o faz refém.” E nos contamos tantas mentiras nas quais acreditamos piamente, não? Somente nós temos o poder de nos libertar ou de continuar nos sabotando. Ninguém mais tem responsabilidade sobre isso.

Essa cachoeira fica a apenas 400 metros de casa.

Essa cachoeira fica a apenas 400 metros de casa.

Enfim, era o que eu queria compartilhar. Mudanças realmente exigem coragem e comprometimento pessoal e quando se pode planejar para alcançar seu sonho, por que não? O que não é possível é querermos que a vida seja diferente, querermos ser diferentes fazendo tudo da mesmíssima forma. Sempre penso em como quero estar daqui um ano. Se estiver bem no aqui e no agora, maravilha!; se não estiver, sei que preciso começar a me mexer. Não existe mágica, não existe fada madrinha para nos transformar nem gênio saindo da lâmpada para realizar nossos desejos. Em algum momento é preciso parar de ter medo do novo, do desconhecido e dar o passo, soltar as amarras. Se o velho modelo conhecido e repetido não nos faz mais feliz, alguma peça na engrenagem da vida precisa ser consertada ou trocada de uma vez por todas. Fazemos isso com carro; por que com nossa vida agimos de outra forma?

E nesse aspecto, não falo só de mudanças físicas, de lugares, mas do todo que compõe nossa existência – relacionamento, amizade, emprego, profissão, moradia etc.

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Minha estradinha favorita para correr e para pedalar.

Mas e aí, será que Gonçalves é o lugar onde viverei até morrer? Honestamente, não sei. Por enquanto é onde quero verdadeiramente estar, mas sou cigana. Em 32 anos de vida adulta e independente (considerando desde que saí da casa dos meus pais), essa foi minha mudança de número 37, ou seja, 37 vezes em que empacotei e desempacotei minhas tralhas e fui de um lado para o outro no Brasil e em outros países. Também já mudei de profissão várias vezes, de A a Z[ero] (apicultura, bancária, cuidadora de idosa…). Não acho tão difícil vivenciar meus sonhos, sozinha ou compartilhando-os com alguém.

Um dia desses, chegará o momento de realmente parar – pode ser por velhice, pode ser por invalidez, pode ser por opção, mas o que espero é que eu esteja bem, que eu esteja feliz. Pode ser que seja aqui em Gonçalves, pode ser que não. Tudo o que sei é que não sei, por isso esse aqui e agora e meu maior presente e o valorizo demais. E estando bem, também sinto que posso fazer o mundo ao meu redor melhor.

Você acha que isso que coloquei faz sentido? E você, como tem escolhido viver? Quais são seus sonhos? Para onde você está indo?

 

Mais um pouco do que faz parte do meu dia a dia agora e que reforça a certeza de que fiz a escolha certa

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Com a ajuda dos meus vizinhos, plantei as mudas de rosas; poucas semanas depois, estavam lindas assim.

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Não faltam lugares lindos assim para uma caminhada.

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Pedra do Cruzeiro vista a distância.

No topo da Pedra do Cruzeiro.

No topo da Pedra do Cruzeiro.

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Vista para um lado da Pedra do Jair, a 2.000 metros de altitude.

Pedra do Jair, a 2.000 metros de altitude.

Vista para o outro lado da Pedra do Jair, a 2.000 metros de altitude.

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Pedra do Forno vista a partir da Pedra Chanfrada.

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No alto da Pedra Chanfrada com Pipoca e Gabriela.

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Paisagem vista do alto da Pedra Chanfrada.

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É bom sair no fim da tarde só pra curtir o por do sol.

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Quando a umidade sobe muito, a neblina toma conta da paisagem.

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O gatinho também gosta de curtir o visual da janela.

Época do ipê amarelo, que se destaca na paisagem.

Época do ipê amarelo, que se destaca na paisagem.

Na feira de sábado, verduras, legumes, frutas etc. orgânicos e frescos, plantados por agricultores locais.

Na feira de sábado, verduras, legumes, frutas etc. orgânicos e frescos, plantados por agricultores locais.

No município há várias festas regionais, como a congada.

No município há várias festas regionais, como a congada.

Esse vale perto do Bairro Córrego da Foice é muito lindo. Ao longe, estão as pedras do Baú, Bauzinho e Ana Chata, no município de São Bento do Sapucaí (SP).

Esse vale perto do Bairro Córrego da Foice é muito lindo. Ao longe, estão as pedras do Baú, Bauzinho e Ana Chata, no município de São Bento do Sapucaí (SP).

Ponto turístico, essa casa de pau a pique tem mais de 150 anos.

Ponto turístico, essa casa de pau a pique tem mais de 150 anos.

Bairro Atrás da Pedra, visto do algo da Pedra do Cruzeiro.

Bairro Atrás da Pedra, visto do alto da Pedra do Cruzeiro.

Almoço caseiro e delicioso servido no Restaurante Ao Pé da Pedra.

Almoço caseiro e delicioso servido no Restaurante Ao Pé da Pedra.

Pedalar com esse visual é outra história.

Pedalar com esse visual é outra história.

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E correr por estradinhas assim também.

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Na época da floração das cerejeiras, a paisagem fica colorida de cor-de-rosa.

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E as abelhas fazem a festa nas flores.

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Serra da Balança, que separa Minas Gerais de São Paulo.

Perto de Gonçalves fica São Bento do Sapucaí, que também tem paisagens lindas.

Perto de Gonçalves fica São Bento do Sapucaí, que também tem paisagens lindas.

Comida feita no fogão a lenha no Restaurante da Vó Elza.

Comida feita no fogão a lenha no Restaurante da Vó Elza no Bairro Cantagalo em São Bento do Sapucaí, pertinho de Gonçalves.

 

Três lugares que curto muito na cidade

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No Quintal da Pau Véio, no centro da cidade, de propriedade da sorridente Eliana, onde acontecem eventos culturais e artísticos e tem cafezinho mineiro no fim de semana .

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O bistrô Sabores da Mantiqueira, das queridas Cecília e Denise, que fica no Bairro São Sebastião.

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A charmosa livraria/café Café com Verso e as delícias feitas pela Andréa e pela Leo.

 

Um pouco mais da Pipoca – sozinha e com seus amigos

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Pipoca, Chiquinho e Toby prestando atenção nos bois que pastavam do outro lado da cerca.

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Quando a preguiça bate, qualquer lugar serve para um cochilinho.

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Chiquinho e Pipoca a postos para seguirem para a aventura.

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Ela é a dona do pedaço.

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Se a grama estiver molhada, Pipoca descobriu que pode tomar seu solzinho de forma mais confortável.

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Nada passa despercebido para essa atenta cachorrinha.

 

Vídeo com canto de seriemas

Geralmente, quando as seriemas aparecem assim, mais perto de casa, nunca estou com a câmera no tripé para evitar esse treme-treme quando a seguramos dando muito zoom. De qualquer forma, para quem nunca ouviu nem viu seriemas cantando, dá uma ideia bem legal. Eu adoro!


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4 comments

  1. Amandina Morbeck on 28/07/2016 at 12:20 said:

    Olá, Basilio. Você deve ter visto a dona Rosa Ribeiro, que pinta quadros com areia. Se vier a Gonçalves, não deixe de visitar seu ateliê, que fica Serra dos Remédios / Telefone: (35) 9813-6089.

  2. basilioliriodacruz on 17/07/2016 at 12:59 said:

    Já vi várias reportagens sobre Gonçalves. Gostei muito de uma senhora que pinta quadros. Achei ela uma lição de como viver bem e feliz.

  3. Amandina Morbeck on 13/01/2015 at 09:58 said:

    Isabel, muito obrigada também por seu comentário! Responderei sua mensagem por email. Abraço.

  4. Isabel on 11/01/2015 at 22:38 said:

    Olá,
    Estive em Gonçalves, em dezembro próximo passado e amei a cidade. Alguns sincronismos me levaram até aí e penso realmente em morar nesta região. Conheci pessoas incríveis e fiz amigos em poucos dias.
    Agradeço sinceramente pelo post, pois me ajudou muito a esclarecer algumas coisas. Entretanto, gostaria muito de uma indicação, se possível, para alugar uma casa, de preferência em uma região mais alta. Além de querer passar uns dias por aí, para ter certeza da mudança, também quero conversar com quem tem casa para alugar. Eu vi duas casas em dezembro, uma delas em local muito alto (liiinddo), mas o acesso é muito perigoso, principalmente à noite. Bom, agradeço o acolhimento de minha mensagem. Desejo muito sucesso e felicidade em seu caminho. Abraços.

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