Puerto Natales e Punta Arenas, Chile

Puerto Natales e Punta Arenas fazem parte do roteiro de quem visita o Parque Torres del Paine pela Patagônia Chilena e faz ou não o trekking no Circuito W. No meu caso fiz o trekking e as duas cidades não foram apenas pontos de passagem. Aproveitei para conhecer um pouco de cada uma – restaurantes, bares, cafés e outros roteiros turísticos, conforme relatos em vários posts (com links ao final dos textos).

Deixe-me contar-lhe um pouco sobre elas.

 

Puerto Natales

Igreja na Plaza de Armas, com a Casa da Cultura ao fundo - Puerto Natales, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Igreja na Plaza de Armas, com a Casa da Cultura ao fundo – Foto: Amandina Morbeck.

Com população de pouco mais de 19 mil pessoas, Puerto Natales está a 247 km de Punta Arenas e é a porta de entrada para o Parque Nacional Torres del Paine, para o Monumento Natural Cueva del Milodón e para o Parque Nacional Los Glaciares e foi construída na margem do Canal Señoret, cercada pela Cordilheira dos Andes.

Vista da pequena Puerto Natales, Chile, e a bela paisagem que a rodeia - Foto: Amandina Morbeck.

Vista da pequena Puerto Natales e a bela paisagem que a rodeia – Foto: Amandina Morbeck.

Já foi porto, mas mudou seu perfil com a chegada de turistas interessados em conhecer as belezas da região e fazer o trekking no Circuito W. Hoje, tem diversos restaurantes, bares, albergues, hotéis, agências de turismo que oferecem passeios diferentes pontos turísticos, como Torres del Paine e lojas de lembrancinhas e de artigos para aventura – bem como aluguel de equipamentos para trekking e para camping.

O burburinho concentra-se no pequeno centro com construções simples, coladas umas às outras, com fachadas coloridas e onde está também a Plaza de Armas – cercada por comércio e pelos prédios do departamento de polícia, da igreja, do centro cultural e do corpo de bombeiros.

Tranquilidade na rua do centrinho de Puerto Natales, Chile, por volta das 20h30 - Foto: Amandina Morbeck.

Tranquilidade na rua do centrinho de Natales por volta das 20h30 – Foto: Amandina Morbeck.

O número de mochileiros transitando por suas ruas é expressivo. É uma cidade tranquila, com poucos carros, ruas com sentido único e pessoas simpáticas. Muitas famílias reformaram suas casas para transformá-las em albergues, como aconteceu com Maria Esther, a proprietária do Hostal Carlitos onde hospedamos.

Maria Esther, proprietária do Hostal Carlitos em Puerto Natales, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Maria Esther, proprietária do Hostal Carlitos – Foto: Amandina Morbeck.

A caminho do Parque Torres del Paine, ficamos apenas algumas horas nela, mas quando retornamos do trekking no Circuito W, passamos o resto do dia e mais duas noites para descansarmos e conhecermos outras coisas por ali.

Na primeira noite, fomos jantar no fantástico Restaurante Afrigonia, com direito a vinho chileno Casa Silva para comemorar nosso feito, que foi maravilhoso.

No dia seguinte pela manhã, fomos conhecer o Monumento Natural Cueva del Milodón. Na volta, almoçamos no Angelica’s, compramos lembrancinhas e fizemos um lanche gostoso à tarde no Ñandu. Fechamos a noite no Baguales, com suas deliciosas cervejas artesanais e na companhia de quatro chilenas muito legais que também haviam feito o Circuito W.

Agência em Buses Fernandez, onde chegamos e de onde saímos de Puerto Natales, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Agência em Buses Fernandez, onde chegamos e de onde saímos de Puerto Natales – Foto: Amandina Morbeck.

Na manhã seguinte, tomamos café da manhã no albergue, dizemos adeus para a sorridente Maria Esther e embarcamos no ônibus da Buses Fernandez das 9h com destino a Punta Arenas, onde também vivenciamos algumas coisas bem legais, como você verá no texto a seguir.

Adquira nosso guia – clique na capa para saber mais

capa-guia-torres-del-paine1

Punta Arenas

Manhã tranquila em Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Manhã tranquila em Punta Arenas – Foto: Amandina Morbeck.

Punta Arenas fica às margens do Estreito de Magalhães e é bem maior e menos aconchegante que Puerto Natales. Pelo pouco que vi, parece ser dividida pela Avenida Colón: do lado que fica a Plaza de Armas, é bonita, organizada, com prédios históricos e a maioria dos museus – e ao fim das ruas perpendiculares à praça fica a bela Avenida Costanera, ao longo do estreito; do outro lado, oposto à praça, não tem nada de charme, embora numa de suas ruas esteja o delicioso Restaurante La Marmita.

Resquícios da ditadura numa casa na Av. Colón em Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Resquícios da ditadura numa casa na Av. Colón – Foto: Amandina Morbeck.

Não tivemos muito tempo para explorar a cidade, pois chegamos ao meio-dia, fomos pro Hostal Patagonia para deixarmos as mochilas cargueiras e de lá fomos almoçar com calma. Preciso fazer um comentário sobre esse albergue, que não recomendo para ninguém. Apesar de bem localizado, perto da Plaza de Armas, a rua Magallanes é supermovimentada, barulhenta e o albergue é um pulgueiro. A entrada até que é arrumadinha, mas saiu dali para o andar superior, onde ficam os quartos, já é bem detonado. O carpete que cobre o piso é horrível, os quartos cheiram mal e o banheiro é um aperto. A intenção não era pernoitar nele, apenas deixar as cargueiras para termos mais mobilidade, pois além de querer conhecer o Restaurante La Marmita, também iríamos fazer o passeio até Isla Magdalena para ver os pinguins-de-magalhães.

Casal de pinguins-de-magalhães na Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Casal de pinguins-de-magalhães em destaque na Isla Magdalena – Foto: Amandina Morbeck.

O barco para Isla Magdalena sai do Tres Puentes Terminal, bem afastado do centro da cidade. Caminhamos por um bom tempo em direção a ele, enquanto olhávamos a cidade, e até tentamos visitar alguns museus pelos quais passamos, mas estavam fechados em horário de almoço. Há vários bem recomendados, como o Naval e o Salesiano, e também o palácio de Sara Braun.

Depois de andarmos um tempinho após o cemitério, resolvemos pegar um táxi até o terminal, que por sua vez fica próximo da zona franca de Punta Arenas – no mesmo esquema da zona franca de Manaus, com venda de produtos sem imposto.

Rua vazia na noite de Punta Arenas, Chile - Pedro Montt a uma quadra da Plaza de Armas - Foto: Amandina Morbeck.

Rua vazia na noite de Punta Arenas – Pedro Montt a uma quadra da Plaza de Armas – Foto: Amandina Morbeck.

Quando voltamos da ilha, às 22h, jantamos no Restaurante Sotito e caminhamos de volta ao albergue. Foi o tempo de reorganizarmos as mochilas e descermos para pegar um táxi para nos levar ao aeroporto, pois o voo saía a 1h50 da manhã. E tivemos dificuldade para conseguir um, mesmo quando o atendente do albergue chamou alguém que ele conhecia. O taxista chegou, viu que éramos quatro pessoas e simplesmente disse que não nos levaria com as mochilas. E foi embora. Ficamos, então, na porta fazendo sinal para quem passava, até que conseguimos outro. Como o porta-malas era muito pequeno, coube duas mochilas cargueiras e uma de ataque. As outras, levamos no colo, mas pelo menos estávamos a caminho do aeroporto de Punta Arenas para o voo até Santiago e, de lá, de volta a São Paulo.

Sobrevoanda a Cordilheira do Andes a caminho de São Paulo - Foto: Amandina Morbeck.

Sobrevoanda a Cordilheira do Andes a caminho de casa – Foto: Amandina Morbeck.

O passeio pela Patagônia Chilena tinha chegado ao fim. Foi tudo tão intenso e tão maravilhoso nos poucos dias, que saí de lá já com vontade de voltar no futuro.  Se você puder fazer esse roteiro um dia, não titubeie. Mesmo que você não queira fazer todo o trekking no Circuito W, é possível só curtir a vista do Maciço do Paine ou fazer uma ou duas trilhas e conhecer mais da região. Há vários hotéis perto do Parque Torres del Paine para quem só quer curtir o visual. De Puerto Natales também saem passeio de um dia para lá.

Para quem gosta de contato mais próximo com a natureza e tem preparo físico, o trekking no Circuito W é imperdível!

(Textos e fotos: Amandina Morbeck)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


Receba nossas novidades por e-mail. Para isso, é só preencher seus dados abaixo e clicar em “Enviar”. Ficaremos contentes de ter você em nossa lista!


Posts relacionados (clique nos títulos para acessá-los):

– Finalmente, o Circuito W em Torres del Paine, Chile

– Como organizei o trekking no Circuito W em Torres de Paine, Chile

– O que levei para fazer o trekking no Circuito W em Torres del Paine, Chile

– Como chegar a Torres del Paine, Chile

– Circuito W, Torres del Paine, Chile – Geral (Dia 1 / Dia 2 / Dia 3 / Dia 4)

– Os refúgios ao longo do Circuito W em Torres del Paine, Chile

– Cueva del Milodón, Puerto Natales, Chile

– Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile

 

Restaurantes, bar e café que recomendo na Patagônia Chilena:

– Afrigonia – Puerto Natales, Chile

– Angelica’s – Puerto Natales, Chile

– El Living – Puerto Natales, Chile

– Baguales – Puerto Natales, Chile

– Café Ñhandu – Puerto Natales, Chile

– La Marmita – Punta Arenas, Chile


Comments

comments

Comente este post

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *