OLIQ, o azeite de oliva da Mantiqueira

OLIQ, produzido em garrafas de 250 ml - Foto: Amandina Morbeck.

OLIQ, produzido em garrafas de 250 ml.

Nem o frio, o céu nublado e a garoa que ia e vinha me seguraram e lá fui eu, na manhã do dia 27/7 passado, participar do lançamento e da degustação do OLIQ, o azeite de oliva da Mantiqueira. E que bom que fui! Primeiro, porque valorizo demais o que é produzido nessa parte do Brasil, onde moro e adoro! Segundo, porque muitas pessoas que cultivam a terra por aqui o fazem de forma quase artesanal e há uma parcela grande que o faz de forma orgânica. Terceiro, porque eu estava curiosa para experimentar esse azeite extravirgem e conhecer sua história. E como todos os convidados, fui recepcionada de forma afetuosa e com um de-li-ci-o-so café da manhã que deixou saudade – com queijo, bolos, biscoitos, café, sucos etc., tudo feito por moradores da região.

Um pouco da farta mesa do café da manhã - Foto: Amandina Morbeck.

Um pouco da farta mesa do café da manhã.

Bom, agora vamos falar sobre o OLIQ. Feito de forma artesanal, ou seja, nada de superquantidade, ele foi rebatizado, pois já era produzido pela Fazenda São José do Coimbra desde 2011 e comercializado como Coimbra da Mantiqueira. A partir da safra deste ano, mudou de nome e começou a ser extraído na Fazenda Santo Antonio do Bugre, um dos lugares onde são plantadas as oliveiras, no Bairro Cantagalo no município de São Bento do Sapucaí (SP).

Dentro de alguns meses, essas oliveiras entregarão novos frutos para serem prensados - Foto: Amandina Morbeck.

Dentro de alguns meses, essas oliveiras entregarão novos frutos para serem prensados.

Para fazer o OLIQ são utilizadas quatro variedades de azeitonas – Arbequina e Arbosana (espanholas), Grappolo (italiana) e Maria da Fé (brasileira) – e o resultado são produtos com acidez menor que 0,2% e características que variam de sabor frutado a suave amargor e leve picância para diferentes propósitos culinários e, claro, paladares.

Degustação do OLIQ

Detalhe da prateleira com as garrafas do OLIQ - Foto: Amandina Morbeck.

Detalhe da prateleira com as garrafas do OLIQ.

Fiz a degustação dos três monovarietais (Arbequina, Arbosa e Grappolo) e também do blend, uma combinação com Arbequina, Grappolo e Maria da Fé, que acabou sendo meu preferido. É muito interessante ver um produto nacional recriando a tradição milenar do azeite, só que mergulhada na cultura do interior dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais, em áreas montanhosas acima de 1.000 metros de altitude.

Vera Marsagão e Cristina Vicentin, sócias-proprietárias do OLIQ (em parceria com Antonio G. Batista), receberam os convidados para a degustação do OLIQ - Foto: Amandina Morbeck.

Vera Marsagão e Cristina Vicentin, sócias-proprietárias do OLIQ (em parceria com Antonio G. Batista), receberam os convidados para a degustação.

Minha opinião sobre o OLIQ nada tem de expertise, restringindo-se, pois, ao “gosto/não gosto”, mas a do azeitólogo ou estudioso em azeites, Marcelo Scofano, é beeeeeem diferente. Ele acompanhou a produção a partir da safra 2013 que, em sua opinião, já tinha apresentado excelentes resultados e, em 2014, colabora com o lançamento da marca, fazendo degustações de todas as amostras e descrevendo suas características sensoriais, como fez com o monovarietal OLIQ Alberquina: “Frutado leve com aromas de frutas maduras e notas de maçã e de banana e levemente herbáceo. Em boca, é agradável, com evidente sabor de frutos secos, nozes, amêndoas, com pouco amargor, ausência de picância e alguma persistência”.

Lagar para extração do OLIQ

Lagar para extração do azeite de oliva OLIQ; na parte fechada estão as máquinas- Foto: Amandina Morbeck.

Lagar para extração do azeite de oliva OLIQ; na parte fechada estão as máquinas.

Para extração do azeite, os sócios-proprietários do OLIQ, Antonio Gomes Batista, Maria Cristina Vicentin e Vera Masagão Ribeiro, construíram um lagar – local onde a parte líquida é separada da sólida – com toda a tecnologia necessária para obtenção de um excelente produto. Com isso, não será mais preciso, por exemplo, transportar as azeitonas para outro lugar após a colheita; como são muito sensíveis, o manejo e o tempo entre a colheita e a prensagem contam muito para a qualidade final do produto.

Mas o que significa é esse “tal de extravirgem” quando falamos de azeite de oliva

Oliveira à espera dos frutos para a próxima safra do OLIQ - Foto: Amandina Morbeck.

Oliveira à espera dos frutos para a próxima safra do OLIQ.

Significa que o azeite foi obtido na primeira prensagem a frio das azeitonas, sem passar por nenhum tipo de refino químico ou de mistura. Seu teor de acidez é mais baixo e quanto menor esse percentual, limitado a 1%, menos ácido ele é (no caso do OLIQ, por exemplo, é de 0,2%) e maior é sua concentração de gordura saudável (mono e poli-insaturadas). Além disso, o sabor e o aroma são mais acentuados e o grau de pureza é mais alto, aumentando sua qualidade gastronômica, principalmente na finalização de pratos, como saladas.

Comercialização

Se você ficou em interessado em experimentar o produto e não encontra o produto em sua cidade, clique aqui para enviar um e-mail à empresa. Em breve, o site estará no ar com todas as informações sobre ele. Para curtir a página no Facebook, acesse aqui.

Por fim, nada como um merecido brinde para celebrar a chegada do OLIQ!

Vida longa ao OLIQ, o azeite de oliva da Mantiqueira! Cheers! - Foto: Amandina Morbeck.

Vida longa ao OLIQ! Cheers!

Mais imagens da Fazenda Santo Antonio do Bugre no dia do lançamento:

Casinhas de pau a pique típicas da Mantiqueira; na maior, ficou a cozinha - Foto: Amandina Morbeck.

Casinhas de pau a pique típicas da Mantiqueira, construídas próximas ao lagar; na maior, ficou a cozinha.

Da cozinha improvisada saíam as delícias pro café da manhã - Foto: Amandina Morbeck.

Da cozinha improvisada saíram as delícias pro café da manhã.

Mesa com produtos artesanais dos moradores da região. Não resisti ao café cheiro delicioso do café catuí - Foto: Amandina Morbeck.

Mesa com produtos artesanais dos moradores da região. Não resisti ao cheiro delicioso do café catuí e comprei um pacotinho para experimentar. Adorei! 🙂

Texto e fotos: Amandina Morbeck

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One comment

  1. Caetano Eugenio Mammana on 07/06/2015 at 01:03 said:

    fantastico =bela imagem

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