Não existe apenas um Pantanal

No Pantanal Mato-grossense - Não existe apenas um Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

No Pantanal Mato-grossense – Foto: Amandina Morbeck.

Até visitar a porção de Mato Grosso (na Transpantaneira entre Poconé e Porto Jofre) e depois a de Mato Grosso do Sul (ao longo da estrada-parque), nunca havia realmente parado para pensar que não existe apenas um Pantanal, mas “pantanais” separados por uma fronteira estadual, tão diferentes em paisagem e em vida selvagem.

Conheci ambos na época da seca, em agosto/2009, e a proprietária do hotel à margem do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, me disse que se eu voltasse na época da chuva, veria um Pantanal totalmente diferente, com alagamentos, menos vida selvagem e vegetação mais verde e mais bonita.

No Pantanal de Mato Grosso do Sul - Não existe apenas um Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

No Pantanal de Mato Grosso do Sul – Foto: Amandina Morbeck.

Sem esquecer disso e sempre com vontade de voltar, pois adorei a região, principalmente em Mato Grosso, escolhi a época da chuva para ver o que haveria de diferente lá e em fevereiro/2013 voltei (comida fácil para os mosquitos que infestam principalmente o baixo Pantanal nessa época).

E realmente pude comprovar as mudanças. O que antes eram pocinhos com jacarés brigando por espaço, transformaram-se em rios de água correndo rápido; as cercas que se espalhavam pela vegetação baixa, na cheia tinham só as pontas para fora em várias partes; a vida selvagem que é tão abundante na seca, na chuva era bem menos presente, embora mamíferos como capivaras fiquem mais à vista na Transpantaneira, por causa do pouco tráfego de veículo, entre outras mudanças.

Rio Miranda, Pantanal Sul - Não existe apenas um Pantanal - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Rio Miranda, Pantanal Sul – Foto: Amandina Morbeck.

O Pantanal é um prato cheio para quem gosta de fotografar a natureza, mas é difícil fazer isso com uma câmera pequena e com poucos recursos. É preciso ter um equipamento melhor, com zoom mais potente, porque na maioria das vezes os bichos ficam longe da gente. Outra coisa que impressiona ali são os sons da natureza, que prova como tudo ao redor, ainda que você não veja, está muito vivo.

Seja como for, o Pantanal é lindo de qualquer forma e mesmo tendo feito minha segunda visita, a vontade é de voltar para uma terceira. Em posts separados, conto detalhadamente sobre cada visita. Para acessá-los, é só clicar nos títulos abaixo:

– Pantanal Mato-grossense na seca

– Pantanal de Mato Grosso do Sul na seca

– Pantanal Mato-grossense na cheia

(Texto e fotos: Amandina Morbeck)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


Receba nossas novidades por e-mail. Para isso, é só preencher seus dados abaixo e clicar em “Enviar”. Ficaremos contentes de ter você em nossa lista!


Posts relacionados (clique nos títulos para acessá-los):

– Não existe apenas um Pantanal

– Um pouco sobre o Pantanal

– A Transpantaneira

– A estrada-parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul

– Passeios de barco no Pantanal Mato-grossense na cheia

– Explorando a Transpantaneira entre os kms 100 e 130

– Tuiuiú, o símbolo do Pantanal


Comments

comments

One comment

  1. Paulo Ricardo on 25/11/2015 at 18:13 said:

    Ajudou muito, obg 😉

Comente este post

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *