Meu encontro com os pais da cantora Enya

Nicole e eu na entrada da Leo's Tavern em 1996.

Nicole e eu na entrada da Leo’s Tavern em agosto de 1996.

Quando escrevi Nunca vi uma brasileira antes!, contei que estava na Irlanda e que havia encontrado umas alemãs pelo caminho – e foi por meio delas que conheci os pais da cantora Enya.

É que elas estavam indo para Crolly, uma vila minúscula no condado de Donegal, para irem ao pub de Leo Brennan, pai da Enya, e perguntaram se eu queria ir também. Elas disseram que ele tocava todas as noites em seu pub, batizado de Leo’s Tavern, fundado em 1968. Achei o máximo e fã dessa cantora, aceitei prontamente o convite. E lá fomos nós num carro alugado.

Ficamos hospedadas num albergue de onde nos deslocávamos pro pub. Na primeira noite, mal pude acreditar que eu estava ali, de frente pro pai da Enya!

Leo Brennan e sua sanfona, como ele se apresentava todas as noites - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Nicole.

Leo Brennan e sua sanfona, como ele se apresentava todas as noites – Foto: Nicole.

Num pequeno palco, ele tocava sanfona e cantava. O lugar estava lotado e naquela atmosfera festiva, pessoas de diferentes faixas etárias conversavam, riam, cantavam junto. Pelas paredes do pub estavam pendurados vários discos de platina concedidos à Enya e também ao grupo Clannad, formado por membros da família da Enya e onde ela começou sua carreira, até se separar e seguir carreira solo. Na verdade, todos eles começaram a cantar naquele pub.

Uma das alemãs, chamada Nicole, perguntou se eu queria falar com o Leo e disse que iria comigo até lá. Meu primeiro impulso foi dizer não, meio envergonhada, mas ela disse que ele era gente boa e muito atencioso.

Quando ele desceu do palco para um intervalo, fomos até ele e o cumprimentamos. Nicole falou que era a segunda vez que estava ali e me apresentou, dizendo que eu era brasileira e que adorava a Enya. Ele apertou minha mão, disse que eu era bem-vinda, mas que precisava voltar ao palco. Então, falou para eu conversar com sua esposa, me levou até a cozinha do pub, disse a ela que eu era uma fã da Enya e voltou.

Moya, a mãe de Enya e eu. A diferença do tom de nossa pele é gritante - bem como minha magreza na época (rs) - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Nicole.

Moya, a mãe de Enya, e eu. A diferença no tom de nossa pele é gritante – bem como minha magreza na época (rs) – Foto: Nicole.

E lá estava eu, de cara com a mãe dela, Moya Brennan. Ela estava conversando com uma amiga que também se apresentou e que era de Nova York. Com meu inglês tupiniquim, fiquei um tempinho ali. Moya perguntou sobre o Brasil, se os brasileiros gostavam das músicas da Enya, também disse que nunca havia visto um(a) brasileiro(a) antes e quis saber o que eu estava achando de seu país. Fui falando, meio emocionada, e antes de sair, pedi a Nicole para fazer uma foto de nós duas.

Ao me despedir, perguntei a Moya se eu poderia voltar no dia seguinte e trazer uma carta para ela entregar a Enya. Ela disse que sim e foi o que fiz. Escrevi uma carta imensa, dessas coisas que fãs fazem, e lá fui eu na noite seguinte. Nos reencontramos e, ao entregar-lhe o envelope, ela perguntou se eu queria receber resposta. Eu disse que não – mas me arrependo de não ter dito sim. Nos abraçamos mais uma vez e ela disse que, quem sabe um dia, a Enya viria ao Brasil para se apresentar. Isso nunca aconteceu.

As únicas fotos que tenho desse encontro a Nicole enviou para mim meses depois. Eu as escaneei e as compartilho aqui com você. Naquela época eu era bem magrinha. (rs)

Quanto ao pub, ele continua lá até hoje, agora gerenciado – e modernizado – por um dos filhos de Leo, Bartley Brennan, tem página no Facebook (da qual sou fã) e o Leo ainda toca sua sanfona e canta.

Graças à gentileza de seus pais, fiquei ainda mais fã da Enya e guardo até hoje, com muito carinho, os acontecimentos daquele agosto de 1996. E gostaria muito de voltar lá um dia.

Veja esse documentário, de apenas 7 minutos, sobre Leo, Moya, seus filhos famosos e a Leo’s Tavern [em inglês].

Veja também a Enya nesse clip com a música Only Time, uma das que mais gosto.

(Texto: Amandina Morbeck)


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1- Nunca vi uma brasileira antes!

2- Escândalo depois do jantar e baguete debaixo do braço

3- Uma pousada bizarra na Tailândia

4- Meu encontro com os pais da cantora Enya

5- Três pêssegos e uma lembrança para sempre

6- Pronta para conhecer o Laos

7- E eu era vegetariana…

8- A cerimônia de bênção da pousada em Luang Prabang

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2 comments

  1. Amandina Morbeck on 15/02/2016 at 13:28 said:

    Olá, Vanessa, realmente teria sido uma lembrança bem legal ter a carta da Enya. Realmente, arrependo de ter dito não. 🙂 Mas ainda quero voltar ao pub do pai dela um dia. Quem sabe não a encontro por lá, visitando a família, né? Seria ótimo! 🙂 Um abraço.

  2. Vanessa Santos on 03/02/2016 at 16:14 said:

    Obrigada por compatilhar sua experiência. Referente a carta da qual você não quis resposta, imagino que bate um pequeno arrependimento até hoje de não ter dito SIM. Gostei muito da sua história. Sou fã da Enya há pouco tempo se comparado á você e a carreira da Enya. Um grande abraço.

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