Jalapão, o incrível deserto brasileiro

Paisagem do Jalapão, o deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Paisagem do Jalapão: uma planície imensa com paredões que despontam aqui e ali – Foto: Amandina Morbeck.

Quando resolvi visitar o Jalapão, o incrível deserto brasileiro, e agendei tudo, comecei a comentar com meus amigos, animadamente, sobre minha aventura. E mais de uma vez, vi a expressão de surpresa no rosto deles e ouvi a mesma pergunta: “Japão?! Você vai pro Japão?”. Minha resposta também era sempre a mesma: “Não é Japão, é Ja-la-pão, o deserto brasileiro. Você nunca ouviu falar?”. Aí, era minha vez de ficar surpresa, já que a maioria respondia negativamente. E lá ia eu explicar tudo.

De minha parte, essa era uma viagem que eu deseja fazer há algum tempo e ficava adiando, geralmente porque o período melhor para visitação não casava com minha disponibilidade de tempo. Finalmente, em maio/2012 esse momento esperado aconteceu.

Aeroporto de Palmas, Tocantins, a caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Aeroporto de Palmas – Foto: Amandina Morbeck.

Comprei o pacote para uma semana e embarquei de São Paulo para Palmas, chegando à capital do Tocantins no fim da tarde de uma sexta-feira. Ao sair da área de desembarque, encontrei o pessoal da operadora esperando e, com eles, outros turistas que haviam chegado no mesmo voo para fazer o programa também.

Caminhão que faz o transporte de turistas pelo asfalto - Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Caminhão que faz o transporte de turistas pelo asfalto – Foto: Amandina Morbeck.

Saímos dali num caminhão adaptado como ônibus, com bancos e janelões. Entramos na cidade com o sol se pondo e desde o aeroporto me chamou a atenção o quanto o relevo é plano.

Fomos deixados no hotel e recebemos a programação de como seria o dia seguinte. Depois do banho, perguntando sobre o que havia para fazer, de preferência algo tradicional, o recepcionista do hotel falou sobre a feira que acontecia todas as sextas-feiras à noite num galpão.

 

Feira livre em Palmas

Adoro feiras e adoro também interagir com as pessoas do lugar. Como o recepcionista disse que havia comida lá também, minha amiga e eu resolvemos jantar por lá e pegamos um táxi num ponto do lado do hotel. E foi uma delícia!

Feira livre em Palmas, Tocantins. A caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Feira livre em Palmas, Tocantins – Foto: Amandina Morbeck.

Palmas foi construída com pessoas vindas de todos os Estados do Brasil, por isso sua culinária é uma mistura de várias regiões, vistas e expostas à degustação nessa feira: tacacá, pastel, churrasco, acarajé, vatapá, bolinhos diversos, como de pequi, de carne seca e de bacalhau, caldos, feijoada, crepe, pizza etc.

Pimentas e mais pimentas na feira de Palmas, Tocantins. A caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Pimentas e mais pimentas – Foto: Amandina Morbeck.

O espaço é imenso e divide-se em diferentes áreas: artesanato (com muitas coisas feitas com capim dourado), frutas, hortaliças, grãos, farinhas, pimentas e comidas.

Bolinhos de frango com pequi na feira de Palmas, Tocantins. A caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Bolinhos de frango com pequi – Foto: Amandina Morbeck.

Experimentei alguns bolinhos, matei a saudade de acarajé, comi um pouco de tacacá e não resisti a um pastel de guariroba.

A sorridente Beth, da barraca Acarajé da Bahia, na feira de Palmas. A caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Essa é a sorridente Beth, da barraca Acarajé da Bahia – Foto: Amandina Morbeck.

Os moradores realmente aproveitavam para fazer a feira para casa e lotavam a praça de alimentação. Não consegui identificar nenhum turista além de nós duas. Pelo menos, só nós ficamos andando ao redor, fazendo fotos. Mais tarde, voltamos pro hotel de táxi também e, embora ainda não fosse 22h, as ruas da cidade estavam vazias.

Tacacá, que deixa a língua dormente. Feira de Palmas, Tocantins. A caminho do Jalapão, o incrível deserto brasileiro - Foto: Amandina Morbeck.

Tacacá, que deixa a língua dormente – Foto: Amandina Morbeck.

No dia seguinte, depois do café da manhã e no horário determinado, lá estava o caminhão aguardando todos que iam compartilhar aqueles dias e a programação oferecida, vindos de diferentes partes do Brasil.

E se posso lhe incentivar numa palavra a conhecer o Jalapão, essa palavra é: !

Como costumo fazer quando relato minhas viagens, dividirei o roteiro em dias e em posts separados. Para saber como foi essa aventura pelo deserto brasileiro, clique nos títulos ao final deste post.

 

Sobre Palmas

Palmas é jovem e foi muito bem-planejada (uma exceção no Brasil), com grandes quadras, muitas praças e poucos prédios. Como Brasília, foi erguida no meio do nada por trabalhadores de todos os Estados brasileiros. Fundada em 20/5/1989, tornou-se capital estadual em 1/1/1990. Conforme dados do IBGE de 2012, sua população é de 242.070 pessoas – e o palmense mais velho tem apenas 23 anos.

Tranquila e uma das mais seguras do Brasil, tem ótima infraestrutura e é a porta de entrada para se conhecer o Jalapão.

(Textos e fotos: Amandina Morbeck)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


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Comments

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2 comments

  1. Viajando com Aman on 08/04/2013 at 14:57 said:

    Pois é, Tatiana, ao publicar sobre minhas viagens, certamente gostaria de inspirar as pessoas a visitarem os lugares onde estive. O Jalapão, por exemplo, é muito especial e praticamente desconhecido para a maioria dos brasileiros. Que mais pessoas queiram ir para lá aproveitar sua singularidade e sua beleza.

  2. Tatiana Wippel on 05/04/2013 at 20:48 said:

    Amandina, teu relato é EXATAMENTE o que passei quando visitei o Jalapão, com a Korubo SafariCamp Jalapão. Foi o máximo e eu recomendo a todos os brasileiros. É um Brasil que poucos conhecem!

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