Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile

Placa de boas-vindas ao Monumento Natural Los Pinguinos, Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Placa de boas-vindas ao Monumento Natural Los Pinguinos, Isla Magdalena – Foto: Amandina Morbeck.

Visitar a pinguineira em Isla Magdalena, Punta Arenas, foi uma experiência tão incrível que foi difícil escolher as fotos para este post. A vontade foi de colocar todas, mas com essas você já terá uma ideia bem legal do que acontece nessa ilha. Para ver os pinguins movimentando-se e fazendo seus sons característicos, assista ao vídeo Isla Magdalena.

Incluí esse passeio quando resolvi fazer o trekking no Circuito W em Torres del Paine. Na volta, fiquei um dia a mais em Punta Arenas.

Toda a ilha é ocupada pelos pinguins-de-magalhães, que constroem seus ninhos em buracos no solo - Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Toda a ilha é ocupada pelos pinguins-de-magalhães, que constroem seus ninhos em buracos no solo                                    Foto: Amandina Morbeck

Declarada parque nacional em 1966 e reclassificada como monumento natural em 1982, a Isla Magdalena é uma pinguineira, ou seja, o habitat, por alguns meses do ano, de um bando de pinguins-de-magalhães que chegam para chocar os ovos e aumentar a famíla. Eles ocupam toda a ilha e depois que os filhotes nascem, a população sobe para 120 mil. Gaivotas e outras aves compartilham o espaço com eles.

Localizada no Estreito de Magalhães, a 35 km de Punta Arenas, a navegação de 2h até lá já é um evento por sua importância histórica: por esse estreito passaram personagens conhecidos, como o navegador português Fernão de Magalhães, em 1520, cujo sobrenome batiza essa passagem aquática que tem 600 km, e o naturalista britânico Charles Darwin, em seu barco Beagle, em 1834.

Uma família tradicional na ilha - Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Uma família tradicional na ilha – Foto: Amandina Morbeck.

Os pinguins chegam em setembro à ilha, chocam os ovos, esperam os filhotes nascerem e ficarem fortinhos e vão embora em março, à procura de águas com temperaturas mais quentinhas, principalmente no Oceano Atlântico, na costa brasileira. Nesse período, vivem na água; somente os que adoecem aparecem nas praias, por exemplo.

Barco que faz a navegação de Punta Arenas para Isla Magdalena, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Barco que faz a navegação de Punta Arenas para Isla Magdalena – Foto: Amandina Morbeck.

Para chegar até lá, saímos do Tres Puentes Terminal no Crux Australis às 17h e chegamos às 19h. Ao descermos do barco, fomos direcionados ao caminho demarcado com cordas por onde deveríamos caminhar, cercados de pinguins que não devem ser perturbados, por isso não se pode usar flash, falar alto ou tocá-los. E se eles atravessam o caminho a nossa frente, é preciso parar e deixá-los passar.

Turistas só podem caminhar na trilha demarcada - Isla Magdalena, Punta Arenas - Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Turistas só podem caminhar na trilha demarcada – Foto: Amandina Morbeck.

É realmente surpreendente o número de pinguins e o som que fazem. O cheiro também é muito forte. Eles ficam soltos, espalhados em pequenos grupos, e fazem ninhos subterrâneos. Os melhores momentos para vê-los é bem cedo, antes de saírem para seu “dia de trabalho” e ao anoitecer, quando estão de volta depois de terem buscado alimento para si e para sua prole.

Farol no ponto mais alto da ilha - Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Farol no ponto mais alto da ilha – Foto: Amandina Morbeck.

O caminho de 800 metros pelo qual caminhamos conduz até um ponto alto da ilha, onde existe um farol. De lá, vê-se grande parte do terreno, todo salpicado de bichinhos desengonçados em preto e branco. Os filhotes, muitos ainda com penugem amarronzada, geralmente estão perto de um adulto ou estão dentro do ninho.

Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile - janeiro/2013 - Foto: Amandina Morbeck.

O que dizer? – Foto: Amandina Morbeck.

É lindo vê-los assim, livres, interagindo entre eles, ocupando o espaço que por alguns meses é seu lar. Vale muito a pena fazer esse passeio, que fechou com chave de ouro a visita à Patagônia Chilena.

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Como chegar lá

Comprei esse passeio pela internet no site da Comapa e, antes de ir pro terminal, passei na agência dela em Punta Arenas para pegar as passagens, apresentando o comprovante de compra. Isso também pode ser feito no terminal, bem como a compra das passagens.

A travessia do Estreito de Magalhães depende das condições climáticas. Por isso, o passeio pode ser cancelado se o vento estiver muito forte e a água, muito agitada.

Leia também: Sua mala pode ser facilmente aberta mesmo com cadeado

(Texto e fotos: Amandina Morbeck)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


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– Angelica’s – Puerto Natales, Chile

– El Living – Puerto Natales, Chile

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