Como chegar a Torres del Paine, Chile

No verão, as flores enfeitam a paisagem da Patagônia Chilena

No verão, as flores enfeitam a paisagem da Patagônia Chilena

Como chegar a Torres del Paine, Chile? Para fazer o Circuito W há um longo caminho, com muitas horas de avião e de ônibus até o parque.

Voamos – 3 amigas e eu – São Paulo/Punta Arenas com uma conexão em Santiago. Depois de uma hora de atraso na saída do voo para Punta Arenas, chegamos à cidade às 3h da manhã. Por sorte, pegamos o último táxi disponível – e é importante ficar esperto com isso, pois o taxista disse que, se o tivéssemos perdido, teríamos de esperar mais ou menos uma hora por outro.

Poderíamos ter ficado no aeroporto esperando o ônibus das 8h que nos levaria a Puerto Natales. No entanto, como ainda teríamos muito chão pela frente, sem descanso, preferi reservar um hotel a três quadras da sede da Buses Fernandez.  Assim, cochilamos um pouco e tomamos um banho revigorante e também o café da manhã.

Em direção à agência da Buses Fernandez, em Punta Arenas, de onde seguiríamos para Puerto Natales - Foto: Janaina Vieira.

Caminhando em direção à agência da Buses Fernandez, em Punta Arenas, de onde seguiríamos para Puerto Natales –     Foto: Janaina Vieira.

Às 7h30, estávamos na agência para saída programada às 8h. Como eu havia comprado os pacotes desse passeio de uma agência em Puerto Natales, pedi que incluíssem também as passagens de Punta Arenas até lá. Ao chegarmos, perguntei ao atendente e elas estavam lá, grampeadas e em meu nome. O despacho das mochilas foi um pouco confuso, pois não se trata de uma rodoviária. Ficamos numa fila até percebermos que aquelas pessoas não iriam no mesmo ônibus que nós. Assim, é importante confirmar o itinerário e o horário com um dos funcionários antes de pegar a fila. É tudo muito caseiro.

Montanhas nevadas entre Punta Arenas e Puerto Natales, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Montanhas nevadas entre Punta Arenas e Puerto Natales – Foto: Amandina Morbeck.

Embarcamos, o ônibus passou pelo aeroporto e de lá seguimos para nosso destino, a 3h de distância. A estrada é tranquila e a viagem passou quase num piscar de olhos para mim, distraída com a belas paisagens. Quando as primeiras montanhas nevadas começaram a aparecer, ficou muito mais divertido. Pouco antes das 11h, Puerto Natales surgiu a distância, pequena, com telhados coloridos, à beira do Canal Señoret e cercada pela Cordilheira dos Andes. Minha ansiedade só crescia.

Puerto Natales, Chile, a distância - Foto: Amandina Morbeck.

Puerto Natales a distância – Foto: Amandina Morbeck.

Descemos na sede da empresa e fui até a agência para pegar os vouchers que utilizaríamos a partir daquele momento: ônibus até o parque, acomodação em todos os refúgios (incluindo roupa de cama ou sleeping bag), full board (café da manhã, almoço e jantar) e, ao fim do trekking, barco de Paine Grande para Pudeto e ônibus de Pudeto para Puerto Natales. Tudo isso contratei via internet.

Depois, reencontrei minha turminha e fomos até a Buses Gomez, que nos levaria ao parque. O ônibus sairia às 14h, então tínhamos tempo para almoçar. Deixamos nossas mochilas cargueiras e fomos direto ao El Living (clique no nome para saber sobre ele), que eu já havia escolhido antes de chegarmos lá (conforme Como organizei o trekking no Circuito W).

Ele conduzia um monte de ovelhas ajudado por seus cães - a caminho do Parque Torres del Paine, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Ele conduzia um monte de ovelhas ajudado por seus cães – Foto: Amandina Morbeck.

Guia Circuito W - Torres del Paine, Chile - Amandina Morbeck.Quando voltamos à Buses Gomez, a atendente nos disse que, se quiséssemos, poderíamos deixar lá, numa salinha, as coisas que não utilizaríamos no parque. Como havíamos levado as mochilas nas Cargo Bags da Deuter, pegamos uma delas e colocamos as outras três dentro, além de outros itens que não utilizaríamos no trekking. Com isso, diminuímos um pouco mais o peso das cargueiras – e qualquer 100 gramas conta muito – veja o post O que levei para fazer o trekking. Fechamos a mala com um cadeado, a atendente colocou um papel com meu nome nela e lá fomos nós pro parque (quando voltamos, estava tudo lá, direitinho).

Guanaco solitário cercado por paisagem de tirar o fôlego - a caminho do Parque Torres del Paine, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Guanaco solitário cercado por paisagem de tirar o fôlego – Foto: Amandina Morbeck.

De novo, pelo caminho – que começo no asfalto e depois entra em estrada de terra – só paisagens bonitas, além de nhandus, ovelhas e guanacos – que vi pela primeira vez. O ideal seria se o ônibus parasse em alguns pontos para fazermos fotos, mas isso não acontece. E fui tentando fazer o possível de dentro dele, driblando os reflexos nos vidros das janelas. Quando o maciço do Paine surgiu, fiquei arrepiada de emoção!

Cartão do CONAF para Torres del Paine.

Cartão do CONAF para Torres del Paine.

Duas horas depois, chegamos a Laguna Amarga, onde tem uma base da CONAF, o correspondente ao nosso Ibama. Pagamos o valor de 18 mil pesos chilenos por pessoa, recebemos um cartão (Pase de Senderos) que deve ser mostrado quando solicitado durante a permanência no parque, recebemos instruções sobre o que pode e o que não pode ser feito no parque e assistimos a um vídeo curto sobre esse tema.

Leia também:
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Laguna Amarga, uma das portas de entrada do Parque Torres del Paine, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Laguna Amarga, uma das portas de entrada do Parque Torres del Paine – Foto: Amandina Morbeck.

Saindo de lá, foi o tempo de pegarmos as mochilas no ônibus da Buses Fernandez, caminharmos até um mirante do maciço, fazermos umas fotos e já passarmos pro outro ônibus que nos levou morro acima até o Refúgio Torre Central, de “cara” pro maciço. (Leia sobre os refúgios clicando aqui.)

Placa de alerta perto do Refúgio Torres Central, em Torres del Paine, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Placa de alerta perto do Refúgio Torres Central – Foto: Amandina Morbeck.

Contando o tempo desde a saída do voo em Guarulhos descontada 1h de diferença no fuso, foram 25 horas até ali. Feito o check-in, fomos pro quarto com beliches, tomei banho e depois nós 4 ficamos um tempão lá fora, curtindo a paisagem, fazendo fotos, respirando aquele ar com zero de poluição e vendo o vento frio brincar com as plantas.

Minhas animadas companheiras durante o trekking no Circuito W, em Torres del Paine, Chile - Foto: Amandina Morbeck.

Minhas animadas companheiras durante o trekking – Foto: Amandina Morbeck.

Depois do jantar, logo fui dormir – e minhas amigas também, pois estava supercansada e queria estar recuperada para iniciar o trekking com força total (veja como foi em Circuito W em Torres del Paine, Chile). Pelo pouco que havia visto, já estava extasiada com tanta beleza. E era só o começo.

Nos posts listados abaixo, acompanhe todos os detalhes dessa aventura.

Leia também: Sua mala pode ser facilmente aberta mesmo com cadeado

(Texto: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)


Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.


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– Isla Magdalena, Punta Arenas, Chile

– Puerto Natales e Punta Arenas, Chile

 

Restaurantes, bar e café que recomendo na Patagônia Chilena:

– Afrigonia – Puerto Natales, Chile

– Angelica’s – Puerto Natales, Chile

– El Living – Puerto Natales, Chile

– Baguales – Puerto Natales, Chile

– Café Ñhandu – Puerto Natales, Chile

– La Marmita – Punta Arenas, Chile


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2 comments

  1. Amandina Morbeck on 15/01/2015 at 12:48 said:

    Oi, Andreza, é o Hotel Rey Don Felipe – http://www.hotelreydonfelipe.com/pt-br/. Aproveito para lhe apresentar nosso novíssimo guia sobre o Circuito W em Torres del Paine e outros passeios pela região – http://viajandocomaman.com.br/site/guia-circuito-w-torres-del-paine-chile/. Agradeço seu contato. Um abraço.

  2. andreza on 15/01/2015 at 12:27 said:

    Olá,

    estou indo para Torres del Paine e gostaria de saber qual o nome desse hotel que fica perto da sede do Buses Fernandez

    Obrigada

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