10 dicas para viajar barato

Voo sobre o Panamá - Foto: Amandina Morbeck.

Lá embaixo, o Panamá.

Como eu, será que você também pesquisa daqui e dali para viajar barato?

Sair por aí, no Brasil ou no exterior, é uma delícia e uma grande oportunidade de aprendizado e de crescimento pessoal, mas não podemos negar que custa dinheiro. Não considero viagens como gasto, mas como investimento, mas de qualquer forma, é preciso ter uma reserva para conseguir colocar os pés na estrada, por menor que seja o trajeto. Isso é importante para quem gosta de viajar a) com mais frequência e não tem muito dinheiro, b) tem suas economias, mas quer gastar com o que considera mais essencial (menos presentinhos pra família, por exemplo) e c) prefere economizar com passagens aéreas e acomodação para aproveitar mais explorando os lugares que visita.

Com base em minha experiência, gostaria de compartilhar com você algumas dicas que em nada prejudicarão a qualidade de seu passeio.

Dicas para viajar barato

1- Baixa temporada

Sim, essa é fácil, todo mundo fala sobre isso, mas quem tem filhos pode argumentar que é impossível, pois as férias acontecem justamente nos meses de alta temporada – julho, dezembro e janeiro. Será que é sempre assim? Será que é realmente impossível, por exemplo, tirar uma semana (na verdade, cinco dias úteis) de férias do trabalho e da escola para aproveitar uma viagem na baixa temporada? E se contar com um feriado, ainda que seja no meio da semana, esse número de dias úteis cai. Somando com dois fins de semana, o que seriam cinco dias transformam-se em nove – e dá pra fazer muitas coisas nesse período, até mesmo viajar para o exterior.

Outra grande desvantagem para quem quer viajar em dezembro e em janeiro para países do hemisfério norte (Américas Central e do Norte, Europa, Ásia e parte da África) é o frio e, muitas vezes, a neve. Para quem gosta de esportes de inverno é um prato cheio, mas não é o caso pra maioria dos brasileiros. Na baixa temporada geralmente é mais quentinho nos países do norte e tudo fica mais barato e também mais vazio. Considero essas variáveis e antes que você me pergunte, não tenho filhos, mas estimulo familiares e amigos – com e sem eles – a repensarem sua forma de viajar.

Importantíssimo: consulte as condições climáticas dos lugares que escolher, pois não adianta economizar e não aproveitar como você gostaria por causa de chuva, por exemplo, como acontece na época das moções no sudeste asiático.

2- Alta temporada – planejamento

Você só pode viajar nos meses de alta temporada e pronto. OK, então o ideal é você fazer um planejamento e reservar tudo com antecedência. Tenho amigos que nunca fazem reserva e preferem procurar um lugar quando chegam ao seu destino; eles dizem que a ocupação de 100% nos hotéis é quase impossível e que, fazendo assim, acabam conseguindo algum desconto. Se você tiver esse perfil e não se importar em arriscar, tudo bem. Acho difícil para quem viaja com crianças, porém. No meu caso, prefiro reservar tudo antes, fico mais tranquila. A não ser, claro, que você esteja viajando de carro, meio sem destino e com tempo para, de repente, se deslocar até o local mais próximo ou, num caso extremo, até dormir no veículo.

3- De olho nas promoções – passagens aéreas, hotéis e pacotes de viagem

Acompanhar as promoções das empresas aéreas, dos sites de compras coletivas e dos sites especializados em hotéis e pousadas ajuda muito a economizar. Geralmente não há programação de passeios e você precisa fazer isso por sua conta – o que é fácil, considerando a quantidade de informação disponível na internet ou a contratação de um profissional para ajudar a montar um roteiro personalizado para você. Já viajei várias vezes aproveitando promoções de sites de compras coletivas e não tive problemas.

4- Use suas milhas

Se você acumula pontos/milhas com cartão de crédito, por exemplo, pode economizar na compra de passagens – o que alivia bastante o bolso. Consulte os prazos para reserva com essa modalidade e fique de olho na data de expiração.

5- De trem ou de ônibus, viaje à noite

Se você for fazer algum trecho longo de trem ou de ônibus, opte por viajar “dormindo”. Isso mesmo, pois com isso você economiza na acomodação.

Quando mochilei pela Europa, economizei umas quatro noites viajando de trem. Agora, isso só vale para quem tem facilidade para dormir num veículo em movimento, caso contrário, você chegará moído(a) ao destino e não conseguirá aproveitar nada até descansar de verdade.

Por falar em trem, para viajar na Europa essa é uma ótima pedida, mas não deixe para comprar suas passagens quando chegar lá, pois aí não compensa. O ideal é fazer isso antes da viagem. Confira aqui.

6- Observe onde as pessoas do lugar comem

Isso mesmo: observe onde as pessoas do lugar comem e vá lá também. Além de ser mais barato do que locais para turistas, você também a oportunidade de comer comida mais típica e também de mergulhar mais na cultura.

Outra opção bem legal – que também utilizo bastante – é comprar comida em mercados e frutarias. Se tiver onde cozinhar (como acontece nos albergues), ótimo, mas tem coisas que não precisam ir ao fogo e você faz refeições saudáveis. Isso é mais fácil para café da manhã e lanche à noite.

Em New York, por exemplo, sou fã das delis.

7- Economize com acomodação ficando em albergues

Já foi o tempo em que se falava em albergues e alguém pensava num pulgueiro. Além disso, são mais baratos que hotéis e pousadas, dá para cozinhar e a interação com outros viajantes é muito maior. E hoje, muitos oferecem quartos com banheiro para quem prefere mais privacidade. Sempre digo que o lugar que menos vou ficar é no hotel, por isso não é prioridade para mim pagar caro por isso.

Uma coisa muito importante é a localização. Assim, na hora de pesquisar utilize os recursos da internet. O Google Maps não só te ajuda a calcular distâncias, como também te mostra a rua, o prédio e a vizinhança se o local tiver sido fotografado pelo Street View.

8- Transporte público e muita caminhada

Para mim, nada de ônibus de turismo para city tour ou coisas afins. Adoro caminhar e tudo o que preciso é de um mapinha. Já saio de casa com um para os primeiros passos no lugar que vou visitar.

Se você não tem problemas físicos, caminhar é ótimo para ver tudo com calma e para interagir com as pessoas. Fico esbudegada quando chega o fim do dia, mas nada que um bom banho não amenize e uma noite de sono não restaure.

Para distâncias mais longas, transporte público é uma opção interessante, principalmente no exterior – embora no Brasil, quando saímos de cidades superpopulosas, como Rio e São Paulo, por exemplo, o transporte não é tão caótico. Uma amiga minha voltou de Fortaleza outro dia e contou que ela e sua família utilizaram vans por lá, sempre que necessário, e foi tudo bem.

9- Compras

Neste post, estamos falando de dicas para viajar barato, por isso vou lhe dizer: evite comprar o que não precisa. É sério mesmo! Se você tem cartão de crédito e não consegue se controlar, leve dinheiro contado e deixe o cartão em casa. Existem as viagens específicas para compra, mas isso é outra história.

Será que você realmente precisa de roupas novas só porque os preços são mais baixos do que os do Brasil? Será que é necessário comprar lembrancinhas pra todos os seus amigos e pra toda a sua família? Evite endividamento desnecessário.

10- Faça seguro viagem

Como assim, você está me dizendo para economizar e quer que eu gaste com seguro viagem? Sim, estou. Por quê? Primeiro, porque o valor é muito razoável para a cobertura básica que o seguro oferece e segundo, porque se algo acontecer com você ou com alguém de sua família e você precisar pagar resgate, hospitalização, tratamento etc. do seu bolso, ficará muito, mas muito mais caro. Infelizmente, imprevistos acontecem. Eu, por exemplo, já fui atropelada durante uma viagem ao exterior. Jamais esperava uma coisa dessa, mas aconteceu e eu tive toda a assistência necessária – resgate, hospital, tomografia, raios X, medicamento e retorno ao hospital antes de embarcar pro Brasil.

No seguro viagem você também pode optar por incluir outras cláusulas, como indenização por extravio de bagagem, assistência judicial etc.

O que você achou dessas dicas? Elas lhe serão úteis? Como têm sido suas experiências de viagem?

Assista ao vídeo: Sobre New York city.


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